O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 16/09/2024

É de conhecimento geral que, no Brasil, as crianças possuem o acesso às novas tecnologias globais que foram surgindo com o decorrer dos séculos. Sabe-se que antigamente o tempo das crianças era tomado por outros meios, seja socializar entre amigos e brincar ao ar livre sem o uso de nenhuma tecnologia. Porém, infelizmente, é notório que isto não é mais uma realidade e muitas delas não conseguem aproveitar o tempo de qualidade fora das telas igual ao passado.

Como dito anteriormente, boa parte dessa regressão em relação ao desenvolvimento das crianças está relacionada à exposição de telas desde cedo, ocasionando para muito o sedentarismo, problemas de saúde, visão, aprendizagem e na socialização com as outras pessoas. Além disso, o uso prolongado de telas, excedendo o tempo recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pode atrapalhar o desenvolvimento das habilidades sociais e de linguagem das crianças. Com isso, surgiu o mito do “autismo virtual”, no qual a exposição excessiva às telas faz com que a criança perca oportunidades de prática de habilidades essenciais, como, por exemplo, interagir com objetos físicos e explorar a natureza.

Pode-se mencionar o Zygmunt Bauman, um Sociólogo e filósofo polonês, com sua frase relacionando a existir uma crise de atenção, entrando em cena relacionando a influência da tecnologia na educação e no pensamento contemporâneo, afirmando que a modernidade líquida, conceito desenvolvido por Bauman, está evoluindo como lidamos com o conhecimento, a crise de atenção é um dos maiores problemas, especialmente entre os jovens, que envolvem dificuldades em se concentrar por longos períodos. Eles procuram fragmentos de informações, em vez de se dedicarem a leituras aprofundadas.

Conforme os aspectos analisados anteriormente, pode-se concluir que a solução envolve equilibrar o uso de tecnologia com atividades offline, como brincadeiras ao ar livre e leitura. Pais e educadores devem orientar o uso consciente das telas, limitando o tempo e oferecendo conteúdos educativos. Com isso, garantindo que as crianças desenvolvam habilidades cognitivas e sociais de forma saudável, sem aprimorar seu desenvolvimento e mitigando este problema.