O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 16/09/2024
Em um dos episódios da série “Menino Maluquinho”, o protagonista, que é uma criança, entra em colapso após o uso excessivo de tecnologia. Diante disso, observa-se que a vida imita a arte, visto que a exposição a telas no desenvolvimento infantil tem sido um problema significativo em nosso país. Assim, é importante destacar dois aspectos principais: a negligência familiar e o aumento dos riscos de compulsão alimentar. Sob esse ângulo, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.
Nesse cenário, a banalidade desse assunto para os pais tem gerado altos índices de crianças prejudicadas devido ao excesso de uso dos aparelhos tecnológicos. Portanto, é responsabilidade da família garantir que seu filho tenha uma infância saudável. Nesse sentido, é pertinente ressaltar o pensamento da filósofa Hannah Arendt sobre a “Banalização do Mal”, que explica que problemas profundamente enraizados na sociedade acabam se tornando banais, como é o caso mencionado. Assim, é inadmissível que esse descaso familiar persista, pois isso contribui para que mais crianças sejam vítimas desse problema.
Além disso, a compulsão alimentar na infância tem emergido como uma das graves consequências do uso excessivo de telas eletrônicas. O alto consumo de alimentos é prejudicial para qualquer ser humano, e uma criança, muitas vezes, não tem consciência do quanto está sendo afetada por isso. Segundo o psiquiatra Lucas Bifano, esse fenômeno ocorre porque uma pessoa, ao estar totalmente absorvida pelo que está assistindo, acaba comendo sem perceber a quantidade e a qualidade do que está ingerindo. Assim, é inaceitável que crianças sejam sujeitas a transtornos sérios como esse.
Portanto, medidas emergenciais são necessárias. As famílias devem se informar sobre os riscos do uso constante de dispositivos eletrônicos e o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, pode promover a campanha “Infância Sim!” nas escolas para mostrar que é possível se divertir sem celulares e tablets. Dessa forma, a situação pode melhorar e as crianças não terão suas vidas impactadas negativamente pela internet, como no caso do Menino Maluquinho.