O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 17/09/2024

Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro ufanista cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas contra a exposição a telas no desenvolvimento infantil, verifica-se que essa profecia é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência familiar, mas também o aumento dos riscos da compulsão alimentar diante desse quadro alarmante.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a negligência familiar. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a negligência familiar destaca-se como um fator que interfere negativa e substancialmente, não só na aprendizagem, mas, sobremaneira, nas atitudes, nas relações interpessoais de quem vivem sob essa realidade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Além disso, aumento da compulsão alimentar também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com. Partindo desse pressuposto, percebe-se que um em cada cinco jovens de 6 a 18 anos tem transtorno alimentar. Destarte, é imprescindível a atuação governamental e social para que tais empecilhos sejam superados.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Para tanto, o Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, direcione capital que, por intermédio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, através de efetivação de leis, com o objetivo de punir casos de negligência familiar de forma severa. Assim, poder-se-á diminuir, em médio a longo prazo, o impacto nocivo da da exposição a telas no desenvolvimento infantil, e a profecia de Zweig será solidificada no Brasil.