O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 12/09/2024
“A infância é a fase mais importante da vida, onde cada experiência molda o futuro”, diz Maria Montessori. O hábito de exposição às telas por parte das crianças está cada vez mais comum em nossa sociedade, levantando impasses sobre seus efeitos no desenvolvimento infantil. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: os impactos negativos no desenvolvimento cognitivo e social e os efeitos na saúde física e mental.
A princípio, é importante destacar os impactos negativos no desenvolvimento cognitivo e social infantil. Em conformidade com a Scientific Electronic Library Online (SciELO), crianças que passam muito tempo em frente às telas tendem a ter desempenho acadêmico inferior. Além disso, a pesquisa ainda afirma ter outros problemas, como interação limitada e alterações no desenvolvimento cognitivo, como dificuldades no desenvolver da fala. É evidente, que as crianças devem ser controladas quanto ao uso de celulares e televisões, tendo em vista os problemas apresentados.
Em segunda análise, é primordial citar os efeitos do uso excessivo de telas na saúde física e mental. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), a exposição prolongada pode causar fadiga ocular e problemas de visão, distúrbios do sono, sedentarismo e obesidade, e problemas posturais. Ademais, a União dos Médicos (Unimed) também afirma problemas mentais como irritabilidade, comportamentos agressivos, ansiedade e depressão.
Depreende-se, portanto, a necessidade de solucionar os obstáculos do desenvolvimento infantil. Para ambos os problemas, cabe ao Governo brasileiro, em parceria com instituições médicas, elaborar palestras e propagandas nas escolas e redes sociais destinada aos pais, para conscientizá-los dos malefícios da excessiva exposição às telas, visando diminuir o tempo de uso de eletrônicos pelos filhos. Assim, as crianças irão desfrutar mais da infância, que, de acordo com Maria Montessori, é a fase mais importante da vida.