O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 16/09/2024

Na animação “Moriarty: o Patriota” é retratada uma crítica à sociedade de classes, em que as mazelas sociais são consequência do comportamento do povo. De maneira análoga, tal conjuntura é retratada no país ao se analisar os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil, o qual é um problema resultante da displicência populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pela falta de conscientização sobre os riscos e benefícios do uso das tecnologias digitais, mas também pela falta de atenção e interesse parental.

Em primeiro lugar, a má formação educacional é um agravante dos impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. A premissa sobredita se aplica ao contexto brasileiro, uma vez que parte da população não tem consciência dos riscos e benefícios do uso excessivo das tecnologias desde a infância. Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil revelou que 92% da população com idade entre 9 e 17 anos era usuário da Internet no país, gerando uma dependência excessiva. Dessa forma, em decorrência de uma falha dos educandos, a problemática perdura no país.

Em segundo lugar, a mídia é mais um agravante do assunto. Sob essa óptica, conforme apontado pelo sociólogo Pierre Bourideu, as instituições, cujo dever é promover a democracia, não devem converter-se em um instrumento de violência simbólica. Ademais, a mídia, ao invés de desenvolver campanhas de conscientização, apresenta conteúdos fúteis que não alienam a população, desviando o foco de problemas estruturais, como a importância do controle parental das telas para menores. Logo, a mídia, ao negligenciar essa questão, exerce uma influência direta na perpetuação do problema.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas resolutivas quanto ao tema. Para isso, compete ao governo, através do Ministério da Educação, desenvolver meios educacionais para pais e filhos, com intuito de ensinar sobre monitoramento e controle dos aparelhos por menores, por intermédio de aulas e palestras em escolas, a fim de reduzir o uso excessivo das tecnologias. Por fim, com essas ações, pode-se ter uma nação diferente da citada na animação.