O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 12/09/2024
Promulgada em 1988, a Constituição Federal vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil e suas consequências, como desenvolvimento social e emocional e saúde física, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu: “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasiliano sobre o desenvolvimento social e emocional destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação que as interações sociais reduzidas visto que a exposição excessiva a telas pode limitar o tempo das crianças para interações sociais reais, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da saúde física contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista sedentarismo e obesidade que pode contribuir para problemas de obesidade infantil e outras questões de saúde associadas a um estilo de vida inativo.
Portanto, entende-se que o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério da Saúde, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.