O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 13/09/2024
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que observa-se na realidade é o oposto do que o autor prega, visto que existe um impacto negativo na exposição a telas nos desenvolvimento infantil. Assim, é notório que esse cenário é fruto tanto da negligência governamental, quanto da irresponsabilidade parental diante desse quadro alarmante
Em primeira análise, destaca-se negligência do governo. De acordo com pesquisas, as crianças estão cada vez mais influenciadas ao uso de eletrônicos. Porém, o governo não se posiciona para evitar esta problemática, ocasionando uma grande porcentagem de crianças com baixa capacidade motora, diz a fisioterapeuta, Erika Felix. Dessa forma, fica claro que deve acontecer mudanças diante desse impasse.
Outrossim, é crucial explorar o efeito da irresponsabilidade parental como outro inflienciador do revés. Segundo a Universidade de Toronto, crianças de até 10 anos que passam tempo demais em frente as telas, correm um grande risco de futuramente desenvolverem compulsão alimentar. Sabe-se que maior parte dos pais deixam essas crianças livres para usar tais tecnologias, o que acarreta em mais de 60% das crianças de até 10 anos com transtornos alimentares. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho.
Infere-se, portanto, que é imprescidível a mitigação da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Assim, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania -orgão responsável por formular, coordenar, acompanhar e avaliar políticas e diretrizes para a proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes- deve criar mediante verbas governamentais, posts online, anúncios na televisão e encontro com os pais. Isso pode ser feito em escolas, praças ou teatros, a fim de concientizar esses pais sobre o uso indiscriminado de telas durante a fase da infância. Com essas ações, a sociedade poderá chegar perto das convicções da obra.