O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 16/09/2024

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana das crianças em relação à exposição excessiva às telas, visto que isso afeta diretamente seu desenvolvimento físico e cognitivo. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, mas também à falta de controle parental diante desse quadro alarmante.

Em primeiro plano, é lícito postular que a ausência de políticas governamentais e educativas para limitar a exposição a telas é um grande fator do problema. Sob a perspectiva de estudiosos da área do desenvolvimento infantil, todos os indivíduos em idade de formação precisam de estímulos físicos e sociais adequados, o que deve ser garantido pelos responsáveis e pelas instituições educativas. Entretanto, isso não ocorre amplamente no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa regulação e orientação adequada, faz-se mister uma reformulação dessa postura estatal e educacional de forma urgente.

Ademais, a (argumento 2) falta de conscientização dos pais e responsáveis também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com estudos recentes, o tempo excessivo de tela prejudica o desenvolvimento cognitivo e social das crianças. Desta forma, tal comportamento contribui para a perpetuação desse cenário problemático.

Portanto, é essencial a atuação estatal, educacional e familiar para que tais obstáculos sejam superados. Assim, políticas públicas, juntamente com campanhas de conscientização familiar, devem ser implementadas, redirecionando o foco para atividades que estimulem o desenvolvimento saudável das crianças, uma vez que o uso excessivo de telas esta, atualmente, prejudicando-as. Dessa forma, tirando as “pedras” da má gestão de tempo de tela, conseguiremos um futuro mais promissor e saudável para as novas gerações.