O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 14/09/2024

Sob a perspectiva do educador Paulo Freire, por meio do diálogo, é possível a construção de conhecimento de forma coletiva e colaborativa. Em contraponto, torna-se notório a extinção do diálogo na infância do indivíduo, uma vez que as consequências da exposição a telas durante sua infância, se torna uma adversidade a ser combatida. Como exemplo dessas consequências, pode-se citar a redução da capacidade motora e desencadeamento de doenças psicológicas.

Sobre essa discussão, é válido ressaltar que a redução da capacidade motora é um fator alarmante. O Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina

(EPM/Unifesp) realizou uma pesquisa que mostra que o uso excessivo das telas faz com que as crianças tenham habilidades motoras pobres e tenham suas horas de sono prejudicadas. Isso mostra com clareza os malefícios do uso indiscriminado de telas por crianças, já que estão em processo de formação e desenvolvimento, o que facilita a interferência na criação do indivíduo.

Outrossim, o desencadeamento de doenças psicológicas, se torna um fator agravante diante do tema em questão. A série Black Mirror, retrata de forma clara os impasses do uso da tecnologia, abordando também os transtornos psicológicos causados por ela, o que faz alusão a temática debatida, visto que é uma realidade o progressivo aumento no índice de crianças que desenvolveram distúrbios mentais por conta da exposição excessiva às telas.

Portanto, conclui-se que medidas precisam ser tomadas. Para isso, é fulcral que a família da criança tome medidas que possam diminuir ou erradicar a problemática em questão, por meio do monitoramento familiar, a fim de controlar o tempo de uso das telas. Ademais, é necessário que as Instituições de Ensino produzam programas de conscientização, com o objetivo de alertar às crianças sobre os malefícios do uso exacerbado de tecnologias. Com essas ações, espera-se que o desenvolvimento infantil não seja prejudicado por essa entrave.