O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 13/10/2024

No cenário global contemporâneo, um dado preocupante revelou a vulnerabilidade do desenvolvimento infantil frente ao aumento do uso da tecnologia: conforme a Organização Mundial da Saúde, menos de 1/4 das crianças menores de 2 anos e somente 1/3 das crianças entre 2 e 5 anos efetivamente cumprem os tempos máximos diários da utilização de telas sugeridos pelo órgão. Esse dado evidencia que a tecnologia está cada vez mais presente na vida das crianças. Assim, é nítida que a exposição a telas na infância é uma situação problemática, já que esse con_ vívio tanto afeta a qualidade do sono, quanto gera um aumento do sedentarismo.

Primeiramente, é de conhecimento geral que o sono é o período de solidificar os aprendizados das crianças, tendo uma grande contribuição na formação delas. De acordo com Letícia Soster, Médica do Sono no Hospital das Clínicas da USP, a luz das telas pode atrasar o sono, pois interfere na produção de melatonina - que é o hormônio responsável por avisar ao corpo que está na hora de dormir. Logo, as crianças que usam esses aparelhos a noite acabam desregulando seu sono, e prejudicando o seu desenvolvimento cognitivo e ósseo consequentemente.

Ademais, a utilização destes dispositivos eletrônicos, como celulares, TVs e tablets, contribui para um estilo de vida sedentário, o que tem aumentado os níveis de obesidade entre os infantes. Segundo o Dr. Adamos Hadjipanayis, pesquisador na “Europeam University Cyprus”, os níveis de obesidade nos países europeus estão fortemente vinculados com a exposição aos meios de comunicação eletrônicos na infância. Dessa maneira, é notório que a interação com as telas desestimula brincadeiras que gastam energia das crianças e desenvolvam as suas habilidades motoras.

Portanto, é evidente que a utilização de telas na infância precisa ser limitada, já que causa grandes problemas no desenvolvimento das crianças. Diante disso, cabe aos pais e responsáveis, aqueles que são encarregados de assistir, educar e criar os filhos, monitorar o uso desses dispositivos, por meio de uma conversa com os seus filhos para determinar um tempo limite de uso, como também incentivar atividades ao ar livre, interações sociais e o hábito da leitura, a fim de evitar a alta exposição a telas, e assim, promover um desenvolvimento saudável desse público.