O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 13/10/2024
O uso excessivo de telas tornou-se onipresente na vida das crianças. As tecnologias digitais trazem mais praticidade no nosso dia a dia, mas é de suma importância que a exposição prolongada às telas interfira em aspectos como a socialização, desenvolvimento e saúde física. De acordo com a Organização Mundial da Saúde é recomendado que crianças até 2 anos de idade não tenham nenhum contato com telas, ao passar dessa idade o uso tem que ser moderado, de uma a duas horas por dia.
É de grande importância destacar que a exposição precoce a telas afeta a capacidade de concentração e processamento de informações. Isso ocorre porque muitas atividades que são proporcionadas pelas telas, como jogos e vídeos demandam pouca atividade do cérebro e pouca reflexão do que está sendo visto. Isso ocasiona a limitação da criatividade da criança e habilidades como resolução de problemas, que são desenvolvidas mais eficazmente por atividades interativas, até mesmo surgindo o termo ‘‘autismo virtual’’ que é quando pela criança ficar exposta por muito tempo a telas, perde habilidades importantes e necessárias para um bom desenvolvimento.
Outro aspecto preocupante é a influência que as telas trazem em questão de saúde física. O sedentarismo gerado pelo tempo excessivo a frente de dispositivos causa nas crianças sonos desregulados, obesidade infantil, problemas emocionais, desenvolvimento do cérebro e distúrbios posturais, como dores nas costas e pescoço.
Em suma, para reduzir os pontos negativos é fundamental estabelecer políticas públicas efetivas, com a colaboração de escolas, governos e organizações sociais para tornar o assunto mais reconhecido. Essas políticas devem regular o uso de dispositivos digitais em escolas, promovendo a conscientização sobre os riscos que as telas trazem, atrasando o desenvolvivento das crianças. De forma eficiente, as políticas públicas incluem programas de educação digital ensinando sobre o uso saúdavel das telas, mas também incentivando atividades interativas. A efetivação dessas ações exige monitoramento contínuo e adaptação constante que torne esse uso benéfico, sem comprometer o desenvolvimento infantil.