O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 31/10/2024

Pesquisa realizada pelo EPM/Unifesp , sobre a exposição excessiva às telas de televisão ou celular mostrou que o uso excessivo de mídia de tela aumentou o risco de as crianças apresentarem habilidades motoras pobres e diminuiu as horas de sono. A partir disso, é indispensável a necessidade de não negligenciar o excesso de exposição a telas durante a infância, visto que, os impactos negativos causados para as crianças pode ser irreversível. Diante dessa problemática, fica claro como a falta de informação e o consumismo agravam essa situação.

Em primeira análise, deve-se pontuar que a falta de informação está relacionada com o problema. Seguindo essa lógica, segundo a Constituição de 1988 a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. Entretanto, tal lei não foi efetivada, tendo em vista que os pais não são educados sobre o risco da expoição à telas para os filhos, ou seja, muitos pais não têm noção que pode causar problemas de sedentarismo, além de interferir no desemvolvimento cognitivo da criança. Porém, se os responsáveis soubessem dos riscos poderiam recorrer ao uso de atividades que estimulem o crescimento saudável das crianças, como leitura e passeios ao ar livre.

Outrossim, é importante destacar como o consumismo agrava o tema. Nesse sentido, segundo o filósofo Noam Chomsky “Não se pode controlar o próprio povo pela força, mas se pode distraí-los com o consumismo”. Dessa forma, os hábitos de consumo contribuiem para o aumento do uso excessivo de telas pelas crianças, pois os pais são influenciados pela publicidade e pela sociedade a fornecer cada vez mais aparelhos telefônicos aos filhos, como forma de suprir suas próprias necessidades de status social.

Infere-se, portanto, que o Estado deve agir de forma responsável para atenuar essa problemática. Cabe ao Ministerio da Educação providenciar mais informação para a população sobre os impactos do consumismo e da tecnologia no desemvolvimento infantil, por meio de campanhas educativas e regulação do marketing direcionado às crianças. Dessa forma, o que consta na Constituição de 1988 será enfim realizado, garantindo uma qualidade de vida melhor para as crianças.