O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/11/2024

Pesquisa realizada pela Unifesp, sobre a exposição excessiva às telas de televisão ou celular mostrou que o uso excessivo de mídia de tela aumentou o risco de as crianças apresentarem habilidade motoras pobres e diminuiu as horas de sono. A partir disso,é indispensável a necessidade de não negligenciar o excesso de exposição a telas durante a infância, visto que, os impactos negativoscausados para as crianças pode ser irreversível. Diante dessa problemática, fica claro comoa falta de informação e o consumismo agravam essa situação.

Em primeira análise, deve-se pontuar que a falta de informação está relacionada com o problema. Seguindo essa lógica, segundo a Constituição de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. Entretanto, tal lei não foi efetivada, tendo em vista que os pais não são educados sobre o risco da exposição a telas para os filhos, sendo assim, muitos pais não têm noção que pode causar problemas de sedentarismo, além de interferirno desenvolvimento cognitivo da criança. Portanto, se os responsáveis soubessem dos riscos poderiam recorrer ao uso de atividades que estimulem o crescimento saudável dos seus filhos, como leitura e passeios ao ar livre.

Outrossim, é importante destacar como o consumismo agrava o tema. Nesse sentido, De acordo com o IBGE, em 2022, 54,8% das crianças de 10 a 13 anos no Brasil tinham um celular para uso pessoal. Com isso, fica visível como os hábitos de consumo contribuem para o aumento do uso excessivo de celulares para crianças, pois os pais são influenciados pela publicidade e sociedade a fornecer cada vez mais aparelhos telefônicos aos filhos. Como forma de suprir suas próprias necessidades de status social.

Infere-se, portanto, que o Estado deve agir de forma responsável para atenuar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação providenciar mais informação para a população sobre os impactos do consumismo e da tecnologia no desenvolvimento infantil, por meio de campanhas educativas e regulação do marketing direcionado ao público infantil. Dessa forma, o que consta na Constituição de 1988 será enfim realizado, garantindo uma qualidade de vida melhor para as crianças.