O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 10/06/2025
A Revolução Digital, iniciada nos anos 50 e que obteve crescimento progressivo, impactou significativamente os hábitos sociais em diversas esferas, obstando o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes. Assim, incorporação dos hábitos relacionados a tecnologia no cotidiano da sociedade hodierna trouxe diversos malefícios, como o aumento do índice de sedentarismo e o atraso na sociabilização e cognição. Diante dos problemas expostos, cabe analisar o cenário atual para resolução das adversidades.
A princípio, a discussão acerca do impacto das tecnologias contemporâneas no aumento do sedentarismo em crianças mostra-se como um fator prejudicial para o desenvolvimento infantil, uma vez que possui relevância direta com fatores relacionados a saúde dos indivíduos. Nesse viés, a animação “Wall-e” aborda essa discussão ao retratar uma sociedade adoecida, com problemas de locomoção e qualidade de vida influenciados pela dependência em robôs para realização de atividades básicas do cotidiano. Fora da ficção, a realidade brasileira pode ser vista como exemplo do cenário retratado, levando em consideração a crescente dependência tecnológica.
Ademais, outro impacto a ser discutido é o atraso no desenvolvimento emocional e cognitivo, ocasionado pela baixa sociabilização frente às novas ferramentas digitais. Para fundamentar essa ideia, uma matéria publicada pela BBC em 2019 discute sobre a diminuição da articulação social de crianças e adolescentes crescidos na Era digital, além da diminuição do QI, que mede o desenvolvimento cognitivo. Diante deste cenário, compreende-se que a exposição às telas impacta negativamente as interações sociais e a cognição.
Sendo assim, conclui-se que o acesso liberado às tecnologias possui impactos relevantes para o progresso das crianças. Portanto, cabe ao Poder Legislativo, por meio da elaboração de novas leis para o ECA, promover projetos que regulamentem o tempo permitido de telas para crianças, onde o excedente deste número se enquadra como negligência parental, além de impulsionar ações educativas que deverão ajudar na conscientização dos responsáveis e diminuição dos impactos iniciados com os desdobramentos da Revolução Digital.