O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 14/05/2023
A sociedade impõe um força para garantir que os indivíduos se encaixem em um determinado molde, um padrão de vida que deve ser seguido. Como resultado, foi estabelecida uma “heteronormativade” que torna compulsória a escolha da heterosexualidade e além disso impacta diretamente a maneira como as pessoas devem viver. Logo, este padrão tem de ser desmantelado pela educação e também pela Polícia.
Em primeira análise, falta a população conhecimento sobre as diferentes orientações sexuais e essa ignorância é a causa do preconceito. Segundo Platão, a orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta ulterior. Nesse contexto, é função das escolas preparar o aluno para o convívio em sociedade, de forma a não agir de forma a recriminar opções sexuais ou comportamentos que fogem do padrão estabelecido.
Em segunda análise, cabe a Justiça punir comportamentos que cerceiam a liberdade de um indivíduo se vestir, comunicar ou relacionar. Enquanto crimes como discriminação sexual, misogenia, etc continuam não sendo punidos no Brasil, esses atos vão continuar a existir. Portanto, é preciso que aqueles denunciados sejam efetivamente procurados pela Polícia e cumpram sua pena.
Em suma, o problema da “heteronormatividade” é causada pelo falho sistema de educação e policial do Brasil. Para, é preciso que o Ministério da Educação promova campanhas em conjunto com as escolas para conscientizar sobre a liberdade de fazer diferentes escolhas afetivas, dessa forma incentivando o respeito e a liberdade de agir entre os alunos. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública aumentar o investimento no que tange a identificação e prisão daqueles que perpetuam comportamentos preconceituosos, de maneira a servir como uma punição exemplar e desencentivar aqueles que pensam desta forma.