O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 15/05/2023
Ao estudar o Inconsciente Humano como psicólogo, Sigmund Freud expôs que medos e pré - concepções de mundo enraizaram-se nas ações de indivíduos sem que estes se dessem conta. Diretamente, a imposição e reprodução de certos valores tais como o repúdio ao não hétero data de um duradouro processo de mídia hegemonica que locupleta-se a fins próprios com sua posição pública anti -LGBTQIA+ e encontra respaldo nos costumes ocidentais que abrigam essas posições. Todavia, como certas práticas são aceitas ou negadas em sociedade?
O propagandista nazista Joseph Goebbels revela que “Uma mentira contada mil vezes se torna verdade”, algo muito cômodo aqueles que detém influência sob a opinião pública. Em 2011, por exemplo, o projeto Escola sem Homofobia foi exposto publicamente por lideranças evangélicas e direitistas como o pastor Silas Malafaia e Jair Bolsonaro como “Kit Gay”, nome pejorativo que impossibilitou o diálogo com pais e famílias de crianças sobre a importância do debate da heteronormatividade compulsória ainda na infância, o que respaldado pela crescente de grupos extremistas na internet facilmente alcançou o grande público.
“Uma escolha se torna um hábito, que se torna um caminho, que tornará -se um destino”, é a celebre frase do filósofo Ralph Waldo Emerson ao debater a construção de costumes que se constituem gradativamente na mente humana. Pode-se depreender que o trato negativo de opções sexuais alternativas passa por um julgo de gerações que continuam a produzir aversão aquilo que fuga do papel tipificado a homens e mulheres em uma relação, como tal, o que não é socialmente aceitável deve ser descartado ou diminuído, a fim de não se tornar comum.
Uma mudança de paradigma passa necessariamente por disputar a opinião pública. O Ministério da Cultura e dos Direitos Humanos devem em conjunto a lideranças LGBTQIA+ difundir o debate dos papéis masculino e feminino nas redes , rádios e meios midiáticos, a fim de expôr que em uma relação, seja sexual ou amistosa, a imposição de certos padrões impossibilita uma revaloração das funções atribuídas a cada gênero em sociedade, apresentando como o patriarcado afeta a divisão do trabalho, a vida social e a tratativa interpessoal entre homens e mulheres, aproximando todos os estratos desse debate e reflexão.