O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas

Enviada em 17/05/2023

A série “Euphoria” - que narra a história de um grupo de adolescentes - ilustra o impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas em questão. Nesse cenário fictício, Nate, o capitão do time de futebol, enfrenta problemas com sua orientação sexual devido à traumas de infância e a heterossexualidade imposta por seus parentes. Hodiernamente, observa-se semelhança com a realidade no que tange preceitos homofóbicos e machistas, visto o elevado nível de violência. Logo, é necessário problematizar o preconceito e sanar a coação da opção sexual.

Nesse viés, é imprescindível pontuar que a intolerância e a falta de políticas públicas dificultam a superação dessa barreira. Segundo o filósofo Voltaire: “O preconceito é opinião sem conhecimento”, assim, contextualiza-se a necessidade de sanar a discriminação e dissociar os estereótipos que distorcem a visão sobre determinados grupos sociais. Isso porque essa conduta diferencia ou exclui uma parcela da comunidade com base em critérios arbitrários ou preconceituosos, como por exemplo gênero, orientação sexual, idade, raça e entre outros, de tal modo que ocorre na série, e simultaneamente, na atualidade nacional.

Ademais, é nítido que as dificuldades de promover um verdadeiro reconhecimento e aceitação das escolhas afetivas desses indivíduos ascendem à medida que as raízes preconceituosas são mantidas. Diante disso, essa opressão pode ocasionar tanto estigmas mentais como depressão e ansiedade, quanto aflorar ataques de raiva e autoaceitação. A esse respeito, Mahatma Gandhi afirma que: ‘Temos de nos tornar a mudança que queremos ver", dessa forma, é essencial romper a alientação estatal e lutar por devidas mudanças. Assim, medidas devem ser tomadas com o objetivo de prezar pelos direitos do povo equitativamente.

Portanto, o Ministério da Educação deve atuar nas escolas e faculdades do país por meio da disciplina da Sociologia, a fim de propor o ensino de gênero e diversidade sexual através das futuras gerações, além de educar de forma altruísta, pautar o respeito às pluralidades e o convívio com as diferenças. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve garantir acompanhamento psicológico aos prejudicados pela opressão e promover terapia familiar entre as vítimas e seus familiares, com a finalidade de acolher e cessar tais ocorrêcias