O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 01/11/2023
Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes adotou o lema positivista “Ordem e Progresso” para a bandeira nacional e para a nação. No entando, a heteronormatividade compulsória mostra que o Brasil ignora o conceito positivista de Raimundo. Assim, há de se combater a irresponsabilidade social, tal como a omissão do Estado.
Em primeiro lugar, observa-se como a negligência social ocasiona o problema. Nesse sentido, é notório que isso está diretamente ligado ao preconceito, já que boa parte das pessoas não assumem sua homossexualidade por conta do prejulgamento do senso comum. Neste segmento, segundo Gilberto Freyre, descreve que a sociedade é baseada em padrões pré-definidos, os quais são injustamente estabelecidos e provocam a exclusão daqueles que deles divergem. À vista disso, a tese feita por Gilberto pode ser vista na comtemporaneidade por meio da descriminação, na medida em que ainda ocorre comentários pejorativos acerca da homoafetividade e, consequentemente, favorece a sensação da falta de pertencimento na sociedade. Assim, é incoerente que o país conviva com tal obstáculo sem nenhuma intervenção.
Em segunda análise, a omissão estatal agrava ainda mais na padronização do esteriótipo na sociedade. Isso porque, segundo Norberto Bobbio, o governo não deve apenas garantir os direitos civis, mas garantir que a população usufrua deles na prática. Tal realidade, baseada nas palavras de Bobbio, não é vista, exemplo da falta de dignidade acerca da homossexualidade. Ocorre que a falta de leis específicas impactam na discriminação e da ensejo para a permanência da exclusão social, de tal forma que demonstra a incapacidade das autoridades brasileiras em garantir o ideal estabelecido por Bobbio. Com isso, enquanto houver omissão governamental, haverá problemas como esse.
Em suma, por conta da heteronormatividade compulsória, é necessário que o Ministério da Cidadania, juntamente com as escolas do país, devem promover políticas públicas capazes de debater a aceitação social, por meio de aulas e campanhas sobre a inclusão social, com a finalidade de mudar a mentalidade da sociedade e , consequentemente, incentivando a participação do Estado e abolindo a descriminação. Só assim será possível assegurar o progresso previsto no brasão nacional.