O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 14/12/2023
Immanuel Kant confirmou: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Sob esse viés, as crianças são educadas desde o primário o que a natureza espera delas, que são relações heterossexuais, não correspondendo à escolha individual de cada um. Assim a “heterossexualidade compulsória” se torna danosa na sociedade, inibindo a liberdade de escolha. Tal problemática tem enraizamento histórico.
Em primeira análise, segundo Karl Marx, alguns problemas são silenciados para ocultar mazelas sociais. Nessa ótica, quanto aos impasses gerados pela heteronormatividade compulsória a liberdade sexual continuará sendo reprimida na esfera social. Essas mazelas podem ser combatidas com uma conscientização em massa a respeito da liberdade sexual, para que haja maior coesão no corpo social.
Outrossim, na obra “O Cortiço”(Aluiso de Azevedo) a homossexualidade é tratada como uma doença e algo a ser reprimido. Percebe-se, assim uma raiz histórica o modelo sexual vigente: heterossexualidade caso contrário à escolha não é vista como “normal”. Portanto, devido à construção histórica, a família e outros meios de socialização os sexos opostos é o único modelo a ser seguido.
Destarte, com o intuito de mitigar o óbice, os canais de televisão aberto, tais como Band, Tv Globo, SBT e Record devem mostrar o impacto da heteronormatividade na vida das pessoas, isso pode ser feito em parceria com os canais mencionados, os quais devem visar a desconstrução da raiz histórica.