O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 26/01/2024
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico do Brasil, assegura a todos uma sociedade livre justa e solidária. Todavia, as marcas causadas aos indivíduos devido à heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas mostram que os cidadãos não experimentam esse direito na prática. Tal discriminação ocorre devido à inércia estatal e à ineficácia dos debates midiáticos.
Diante desse cenário,a negligência do Estado constitui-se como um dos desafios no enfrentamento do imbróglio. Sob esse viés, para o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição, quando posicionada de forma a ignorar sua função social, é considerada em um estado de “zumbi”. Desse modo, cabe ao poder público solucionar questões latentes no país, como os efeitos da imposição da heteronormatividade nas decisões afetivas. Nessa perspectiva, “heterossexualidade compulsória”, conforme definida pelo psicoterapeuta Adilon Harley, é reconhecida como uma estratégia para manter a estrutura patriarcal de poder, marginalizando as escolhas homoafetivas. Dessa forma, nota-se uma lacuna na formulação de medidas governamentais que assegurem a liberdade dos cidadãos nesse contexto, tornando-o falho na resolução do problema.
Ademais, é essencial atentar para a insuficiência de discussões sobre tema. Nesse prisma, o filósofo Habermas postulava que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, indicando que discutir um problema é uma maneira eficaz de enfrentá-lo. Sob tal ótica, os resultados da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas é um tema silenciado.A exemplo disso, a heterossexualidade compulsória não apenas estabelece que o ’normal’ é a atração pelo sexo oposto, mas também impõe padrões para os papéis sociais desempenhados por cada gênero, conforme dados do site www.blogscorreio.com.
Portanto, há imperatividade de combater os problemas enfrentados pela inércia governamental e o silenciamento do tema. Para isso, O Governo Federal, responsável pelos interesses públicos, deve elaboras medidas que visem a liberdade de escolha dos cidadãos e debater mais o assunto na mídia - Tv e rádio. Tais medidas, serão relizadas por meio de reuniões entre a Câmara dos Deputados e o Senado, a fim de atenuar a heretonormatividade compulsória na sociedade.