O impacto da heteronormatividade compulsória nas escolhas afetivas
Enviada em 26/07/2024
Na música “Good luck baby” da artista Chappell Roan, a cantora exemplifica um caso comum de heteronormatividade compulsória no qual uma mulher acorda em sua vida triste ao lado de um homem, seu marido, o qual ela nunca foi apaixonada. Em tradução livre, ela diz: “você irá lembrar de mim e eu direi ’eu te avisei’”, pois no final, ela era apaixonada por uma mulher. Assim, essa música nos leva a uma questão social de várias camadas, que atreladas a esteriótipos forçados e mentiras sobre quem somos para manter boas aparências, acarretam no problema.
Inicialmente, os padrões da sociedade atual para homens e mulheres são o começo das divisões sociais e criação de papéis esteriotipados. Durante parte de seu mandato, a deputada Damares fez um discurso público sobre cores pertencerem a meninos e meninas, sendo azul e rosa, respectivamente. Dessa maneira, sua fala repercurtiu de forma nacional e levantou debates sobre o que realmente é de quem. Por conseguinte, observamos que a liberdade de escolha deve vir desde a infância, pois nem sempre um menino irá gostar daquilo que foi pré decidido para ele, e reforçar gostos nele irá acarretar em problemas futuros, como a dificuldade dos homens de demonstrar emoções.
Em seguida, as consequências de tentar se encaixar em padrões hétero-cis podem ser nocivas socialmente, ou pior, mentalmente. No livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, a protagonista, uma atriz em ascensão, esconde do público que é bissexual para não afetar sua carreira. Desse modo, temos que, falar abertamente sobre sexualidade em meios públicos muitas vezes trazem novos problemas, como a perda de oportunidades de trabalhos e ter a imagem “manchada”. Logo, as pessoas tem medo de se arriscarem a sair dos padrões, e acabam sendo forçadas a viver mentiras para conseguirem o mínimo.
Diante do exposto, é imprescindível que sejam feitas ações para mudar esse cenário. Portanto, cabe ao Estado, ao lado das grandes mídias, promover vídeos informativos sobre liberdade de escolha na infância, e para tal, criar conteúdos onde crianças ou até adultos possam se basear para melhorar sua educação. Como resultado, levar conhecimento sobre o assunto, dessa forma propagando mudanças. Só assim, será possível transformar esse quadro.