O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 29/10/2021
Durante os anos de 2020 e 2021, a pandemia do Coronavírus fez surgir a urgência de adaptar a educação aos avanços tecnológicos. Assim sendo, é necessário debater os impactos da tecnologia no sistema de ensino, de maneira a reconhecer os pontos positivos e negativos. Portanto, afirma-se que, enquanto o principal benefício da modernização é a praticidade, é preciso atentar-se à sobrecarga.
Primordialmente, cabe mencionar o pensamento que o educador Paulo Freire expõe em seu livro “Educação e Mudança”. Consoante Freire, o desenvolvimento tecnológico não pode ser excluído das prioridades do povo, pois a modernização tem o potencial de gerar acessibilidade e praticidade. Logo, é possível afirmar que, para o caso de pessoas que encontram dificuldade em se locomover até determinada instituição de ensino, o uso da internet apresenta uma vantagem inquestionável. Consequentemente, o impacto na inclusão de indivíduos das mais diversas situações é positivo e deve ser constantemente estimulado.
Por outro lado, é crucial considerar os prejuízos que a tecnologia pode trazer para os estudos. Quanto a isso, o filósofo coreano Byung-Chul Han reflete que o avanço da vida online é capaz de sobrecarregar os usuários, gerando o fenômeno da “infodemia”. Tal epidemia é originada pela quantidade exacerbada de informações que são recebidas via eletrônicos. Isso pode dizer respeito às notícias constantes, ou aos pixels, que perturbam o cérebro. Então, é essencial cuidar para que a inserção da tecnologia nos ambientes de estudo não agrave a “infodemia”.
Em conclusão, o Governo Federal, juntamente aos estaduais e municipais, deve estimular o avanço da tecnologia na educação. Isso pode ser feito por meio da criação de um fundo monetário direcionado às universidades e escolas, especialmente as públicas municipais, a fim de que sejam comprados equipamentos modernos. Além disso, essas mesmas entidades podem conscientizar a população sobre o excesso de informação recebida pela internet. Isso pode ser realizado por intermédio da execução de palestras, a nível nacional, com o objetivo de evitar a “infodemia” e melhor aproveitar os progressos atuais.