O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 29/10/2021
A animação “Wall-e” se passa há alguns anos no futuro, a Terra foi completamente habitada por lixo e só sobreviveram os robôs, enquanto isso os seres humanos vivem em uma estação especial dependendo totalmente das modernizações. Fora da ficção, isso não está longe de acontecer, uma vez que de acordo com os cientistas o mundo está passando pela 4 revolução industrial, ou seja, as inovações fazem cada vez mais parte do cotidiano da população. Ao refletir a respeito do impacto da tecnologia na educação, no século XXI, esses instrumentos podem auxiliar muito no aprendizado, porém não é acessível a todos, ao mesmo tempo que corrobora a ansiedade na vida dos alunos. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que segundo o filósofo Pierre Lévy toda tecnologia gera seus excluídos. Diante disso, percebe-se que as modernizações surgiram para ajudar os alunos, por exemplo com a criação dos computadores, assim o ensino se torna mais dinâmico para o aluno e professores. No entanto, a realidade é diferente, pois as escolas públicas sofrem com a falta de verba e não conseguem atender os alunos de periferias. Analogamente, o documentário “Pro Dia Nascer Feliz” mostra a realidade das escolas, o quanto o ensino público está sucateado e muitas vezes falta local para os alunos, e ainda mais tecnologias mais recentes. Em suma, esses instrumentos podem ajudar ainda mais a sociedade, porém é necessário que isso seja concretizado para todos.
Desse modo, as tecnologias são recentes, por isso os seus efeitos na sociedade ainda são novos. À vista disso, a terapeuta Cris Rowan destaca que muito tempo em frente a telas como celulares e computadores prejudica os níveis de concentração e causam ansiedade aos usuários, já que os estímulos constantes afetam o desenvolvimento psicomotor. Seguindo essa linha de pensamento, é preciso ter cuidado ao utilizar desses novos instrumentos, para que não se tornem violões para o mundo moderno.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que Organizações Não Governamentais (ONGs) em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos e cientistas, que discutam o combate à utilização das novas tecnologias em sala de aula, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.