O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 16/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o impacto da tecnologia na educação tem se mostrado desafiador, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do negligênciamento de políticas públicas e da falta de investimentos privados da sociedade. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Sob esse viés, vale destacar que a tecnologia tem se mostrado revolucionário na educação, porém, desigual, ocasionado pela baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades que, por sua vez, não estão dispondo de condições tecnológicas necessárias para todas as escolas públicas, tornado o ensino precário em relação ao privado. Prova disso são escolas privadas que, devido a evolução tecnológica, passaram a incluir as tecnológias para atender o perfil do estudante, enquanto escolas públicas nem se quer possuem livros atualizados. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de empatia com o próximo por uma parcela da população que administram as escolas privadas, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Nesse sentido, é nítido que os colégios privados não estão se dispondo a abrir processos seletivos, que objetivem dar oportunidades as pessoas carentes. Bom exemplo são instituições que não organizam nem sistemas de cotas, sobrando apenas oportunidades para pessoas com melhores condições de vida. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, contribuindo para perpetuação dessa conjuntura. Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática.

Destarte, com intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Ministério da Economia – órgão responsável por fomentar e executar a política econômica nacional – destine verbas aos Governos Estaduais que, por intermédio do Ministério da Educação, faça a compra de equipamentos sofisticados que possibilitem ao estudante de escola pública uma mesma oportunidade de ensino privado. Além disso compete ao Ministério da Educação promover parcerias públicos-privadas com escolas particulares, com o fito de conseguir dar mais oportunidades a sociedade, por meio de processo seletivo, podendo, assim, alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.