O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 03/11/2021
A Constituição federal de 1988 é clara ao dizer que é dever do estado promover e incentivar a capacitação tecnológica da população. Dessa forma, nota-se que tal lei ainda não é efetiva no Brasil, visto que há impactos negativos causados pela a implementação da tecnologia nas escolas. Nesse viés, as desigualdades regionais têm como consequência a exclusão daqueles que não possuem o devido acesso às tecnologias, impossibilitando o progresso do impacto positivo que a tecnologia pode ter na sociedade.
Em primeiro lugar, é no mínimo negligente ignorar o quão prejudicial pode ser a desigualdade regional na sociedade. Nesse sentido, a partir do momento em que um Estado possui um maior desenvolvimento industrial e tecnológico que o outro, a sua capacidade de adicionar tablets, e computadores no âmbito escolar torna-se mais vigente, impedindo a democracia. Sob tal ótica, de acordo com o geógrafo Milton Campo, no texto ‘‘As cidadanias mutiladas’’, a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social. Sendo assim, com o acesso de algumas regiões aos aparelhos necessários para que ocorra um progresso na educação sendo impossibilitado pelo o Estado, a democracia é inviável, sendo necessário mudanças.
Outrossim, como consequência da desigualdade regional, surge a exclusão de seres. Desse modo, Steve Jobs, um dos fundadores da empressa Apple, disse que a tecnologia é capaz de mover o mundo. Nesse sentido, de fato o empresário estava certo, contudo, enquanto para uns a tecnologia já é o principal modo de aprendizagem e de aprimorar o seu conhecimento -visto que tal meio é muito mais rentavél, pois as pesquisas e dúvidas podem ser encontradas em segundos-, para outros, os livros ainda são a principal forma de acesso aos conteúdos escolares. Dessa forma, a tecnologia é capaz de contribuir com o acesso à educação, contudo, a exclusão de alguns indivíduos dificulta a igualdade entre os povos,
Infere-se, portanto, que são necessários meios que resolvam as problemáticas. Urge, que o Estado, por meio de verbas, promova a fragmentação do desenvolvimento científico e tecnológico, para que todas as localidades tenham o amplo acesso á tecnologias que contribuam com o aprendizado e com o impacto positivo das mídias na educação - fazendo isso, ocorrerá uma diminuição das desigualdades regionais e da exclusão dos seres, posto que todos terão o acesso igualitário a educação de forma rápida e simples-. Com isso, a Constituição de 1988 será fielmente posta em prática, vivenciando-se uma sociedade igualitária.