O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 02/11/2021
Consoante a Immanuel Kant, filósofo prussiano, o homem é aquilo que a educação faz dele. Seguindo a lógica kantiana, fica claro o papel medular da educação no desenvolvimento psicossocial do indivíduo. Ademais, o setor educacional, assim como qualquer outro ramo da sociedade, passa ao longo da história por transformações tecnológicas de modo a se adequar às novas realidades. Assim, é fundamental que esse desenvolvimento atinja a todos, sem a exclusão de quaisquer grupos. Nesse sentido, para que tal cenário se concretize, o Estado deve cumprir as suas atribuições.
Primordialmente, é profícuo destacar a relevância da democratização do acesso às novas tecnologias aos educandos para que o impacto possibilitado por elas seja efetivo. Nesse sentido, o escritor John Naisbitt ressalta que a nova fonte de poder não é o dinheiro nas mãos de poucos, mas a informação em posse de muitos. Sob tal ótica e considerando o imenso potencial de disseminação de conhecimento proporcionado por tecnologias como computadores, celulares e pela internet, mostra-se fulcral a popularização desses artifícios para atestar o seu amplo resultado no meio social.
Faz-se mister, ainda, salientar a posição do governo como propagador do uso dessas tecnologias. Nesse viés, conforme o artigo 3 da Carta Magna de 1988, é incumbência estatal assegurar o bem de todos os cidadãos. Logo, visto que a educação, potencializada pela implementação de recursos tecnológicos, contribui para a melhoria da qualidade de vida popular por intermédio, por exemplo, da propiciação de melhores empregos, a atuação do Ministério Público torna-se elementar. Desse modo, os efeitos das tecnologias no setor educacional dependem, também, do pragmatismo da legislação brasileira.
Frene ao exposto, urge, pois, que o Ministério da Educação, mediante parcerias público-privadas com grandes produtores e fornecedores de aparelhos como celulares e tablets, forneça, gratuitamente, esses itens aos alunos das redes públicas de ensino. Destarte, pode-se popularizar a utilização desses meios e, por conseguinte, efetivar os seus benefícios à educação brasileira. Dessa maneira, torna-se possível corroborar o discurso de Kant.