O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 19/11/2021

De acordo com a Constituição federal do Brasil, promulgada em 1988, a educação é direito de todos, assim como um dever  do Estado e da família. Certamente, essa compreensão é ponto-chave no debate acerca do impacto da tecnologia na educação, visto que a sociedade brasileira hodierna, cada vez mais dependente de insumos tecnológicos, precisa encontrar um ponto de equilíbrio, a ser fomentado pelo governo, entre os benefícios do uso desses recursos e os possíveis prejuízos de seu uso desenfreado.

Primeiramente, é importante saber que, desde a Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, novas ferramentas e tecnologias têm sido introduzidas no cotidiano de milhares de cidadãos. Sem dúvidas, a esfera educacional têm se beneficiado com a incorporação de novos métodos educacionais que, aliados à tecnologia, contribuem  com a democratização do acesso ao ensino, à exemplo do ensino a distância, que oferece qualificações reconhecidamente mais baratas, com horários mais flexíveis e sem a necessidade de deslocamento. Além disso, a aprendizagem tem se tornado mais atrativa e participativa, contando com o uso de vídeos, áudios e, até mesmo, de simuladores de realidade. Nesse sentido, cabe mencionar o concuso de microcontos, realizado pela Academia Brasileira de Letras, através da plataforma online “Twitter”, configurando-se um bom exemplo de surpreendentes integrações entre a tecnologia e a educação.

No entanto, é preciso atentar-se quanto aos possíveis prejuízos do uso excessivo de ferramentas tecnológicas, sobretudo na área educacional, que desempenha um importante papel na formação dos cidadãos. Infelizmente, não é difícil perceber os males advindos da dependência tecnológica no mundo contemporâneo, como o enfraquecimento das relações interpessoais, a disseminação de notícias falsas, asim como a capacidade de desestimular a busca por informações, já que essas são oferecidas de forma rápida e fácil na internet. A propósito, a animação estadunidense “Wall-E” demonstra, didaticamente, as consequências desastrosas da tecnologia em excesso, ao mostrar um futuro em que os humanos realizam todas as suas atividades por meio de robôs. Logo, é preciso, de forma urgente, que a sociedade brasileira seja instruída quanto ao uso consciente de ferramentas tecnológicas.

Portanto, o Ministério da Educação, responsável por formular as diretrizes educacionais do Brasil, deverá proporcionar palestras e debates em escolas acerca do uso responsável das ferramentas de tecnologia no cotidiano, por meio da colaboração dos discentes com especialistas da área de educação e tecnologia, visando conscientizar crianças, jovens e adolescentes a respeito das desvantagens do uso desenfreado da tecnologia. Assim, a sociedade verde-amarela poderá trilhas caminhos para um futuro mais equilibrado, harmonioso e legitimador da educação.