O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 08/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) - assegura aos cidadãos o direito à educação de qualidade e acesso à inovação tecnológica. No Brasil, entretanto, a inoperância do Estado atrelada a falha educacional rompe com esses direitos, representando um grave problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pelo corpo social. Nesse sentido, convém analisar as barreiras que impedem a utilização das tecnologias na educação de maneira plena.

Sob esse viés, é indubitável que a ineficácia estatal está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, o quadro de letargia das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes, mas não cumprem seu papel com eficácia. À vista disso, na contramão das necessidades para a implantação das tecnologias nos meios educacionais, por exemplo, computadores e estrutura adequada, o poder público reduziu as verbas destinadas a educação, como divulgado pelo site G1, em 2021 houve o corte de 18% no orçamento repassado as escolas. Com efeito, o ensino que deveria ser ampliado e facilitado fica prejudicado, haja vista tamanho descaso. Dessa maneira, os alunos têm seus direitos violados e negados.

Outrossim, faz-se imperioso citar a lacuna educacional nesse revés. Conforme Sócrates, “Os erros são consequências da ignorância humana”, logo o desconhecimento em relação a importância do uso da tecnologia na educação e suas decorrências para a sociedade contribui na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola - principal instituição de formação social e pensamento crítico- não recebe incentivo governamental suficiente para introduzir as inovações tecnológicas em sala, bem como para capacitar os professores a lidarem com esses mecanismos e associá-los no ambiente escolar. Como resultado, a tecnologia não surte o efeito esperado e a educação brasileira não avança. Destarte, tornam-se evidentes os entraves a serem superados.

Nesse sentido, mudanças no comportamento estatal e pedagógico são imprescindíveis. Portanto, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve implantar como política pública o uso das tecnologias na educação, por meio de leis que criam um fundo de verbas específico para tal, a fim de que não falte o mínimo necessário para introduzir a modernidade nas escolas. Além disso, deve haver a capacitação dos professores, por meio de cursos ministrados por profissionais da área técnico educacional, com o fito de instruí-los sobre a forma de usar as ferramentas em sala, por exemplo, os equipamentos de realidade virtual, tornando assim, as aulas mais interativas. Espera-se, com isso, promover no Brasil os direitos prescritos pela DUDH.