O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 02/11/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a partir do século XX, aumentou-se o uso de novas tecnologias, o que acarretou na mudança do comportamento humano. Tal processo histórico, apesar de ter possibilitado a conectividade e o conhecimento mais acessível, culminou, no Brasil, na segregação das pessoas pobres ao acesso da tecnologia como ferramenta de ensino, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.

Em primeiro lugar, é indubitável que o descaso do governo está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Thomas Hobbes, “É dever do governante assegurar o bem-estar de todos os cidadãos”. Esse pressuposto permite afirmar que, se o Estado não fizer políticas públicas que garantam a inclusão da tecnologia na educação dos brasileiros, muitos jovens continuarão à margem da sociedade e não serão integrados às novas relações de trabalho. À vista disso, é interessante ressaltar que o governo não cumpre o que está previsto na Constituição e a promoção do desenvolvimento econômico das famílias mais pobres e o planejamento dos meios digitais no aprendizado desse grupo não são realizados. Dessa maneira, os jovens de baixa renda são excluídos da integração digital educacional e, por conseguinte, eles têm seus direitos negados e violados.

Outrossim, conforme Sócrates, “Os erros são consequência da ignorância humana”, logo, o desconhecimento, em relação às consequências do impacto da tecnologia no ensino, contribui, diretamente, na problemática. Desse modo, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe incentivo governamental suficiente para abordar o assunto dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de jovens alienados aos problemas sociais. Por consequência, não observam e compreendem a desigualdade da integração digital na educação como um empecilho que deve ser debatido e analisado socialmente. Então, não lutam pela resolução do problema, o que promove a persistência dessa questão.

Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil desse impasse. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência a importância do planejamento ao acesso democrático da internet como ferramenta de ensino, de modo que o primeiro passo seja colocar o problema nos livros didáticos, para o assunto ser devidamente estudado e debatido. Assim, tem-se um país mais plural.