O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 03/11/2021
É evidente que desafios precisam ser superados com relação ao uso de tecnologias na educação brasileira. Embora a Revolução Industrial represente o início do avanço digital, o Brasil ainda carece de progressos nesse quesito, pois, apesar desta ciência ser benéfica no ensino e no aprendizado, ela não é amplamente utilizada devido a desigualdade existente no acesso à internet. Por isso, é preciso analisar os fatores negativos e positivos que o uso de tecnologias na educação traz à população brasileira.
De início, sabe-se que a tecnologia otimizou as atividades humanas. Informações e notícias, por exemplo, percorrem o mundo praticamente em tempo real aos acontecimentos. Contudo, tais benefícios tambem trazem incovenientes, como a segregação de indivíduos que não possuem condições para adquirir dispositivos que permitam a inserção e navegação na rede. Bem por isso, convém expor dados do IBGE, que informa que o percentual de extrema pobreza, no Brasil, chega aos 7% da população. Assim, tendo em vista que aparelhos que permitem o acesso à internet não são baratos, o que ocorre na prática é o afastamento de indivíduos mais pobres dos meios digitais de ensino.
Ademais, faz-se relevante salientar os pontos positivos que a conectividade virtual trouxe à população: redução de custos e de tempo para realizar atividades do dia-a-dia, como, por exemplo, aulas e alguns setores de trabalho, que podem ser executados remotamente. Cabe, por isso, ressaltar informações do IPO (Instituto de Pesquisa e Opinião), que afirma que 70% dos internautas acham que a popularização da rede e uso de técnologias trouxe benefícios, argumentando que, ao economizarem tempo e dinheiro com deslocamentos, viram como resultado a economia financeira e maior tempo para a família, o que traduz-se em melhoria da qualidade de vida.
Logo, sendo os impactos da tecnologia tanto positivos como negativos, é preciso manter os pontos positivos e corrigir os obstáculos que fomentam os fatores negativos. Sendo assim, é necessário que o Estado em parceria com o Ministério da Educação, inicie programas sociais de inclusão digital, que pode ser realizado por meio do uso do dinheiro de impostos de produtos eletrônicos para financiar a compra de dispositivios que acessam a internet, como celulares e computadores, aos indivíduos mais pobres. Nesse sentido, o intuito de tais ações é reduzir o índice de desigualdade, fazendo com que os impactos da tecnologia na educação sejam, para todos, o mais positivo possível.