O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 04/11/2021
“Progredir é conservar melhorando”. Essa afirmação do sociólogo positivista Auguste Comte pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante os efeito da tecnologia na educação. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem na negligência do Estado e na falta de veracidade de sites que compôem a internet, provocando o acúmulo de informações. Essa problemática é marcada pela escassez de medidas sobre o uso da tecnologia.
Nesse quadrante, é preciso, de início, discorrer acerca da displicência das instituições educacionais. Para tanto, é válido ressaltar o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, segundo o qual algumas instituições deixaram de exercer sua função, operando como “Zumbis”. A lógica baumaniana expõe a face zumbificada da cultura educacional, principalmente, na educação pública, visto que devido à falta de recursos estatais torna-se distante o uso de tecnologia no sistema de ensino. Isso promove, pois, uma adversa conjuntura: devido à indiferença da esfera pública e a particular.
Outrossim, a naturalização do problema, além disso, consolida a desgualdade social entre os mais favorecidos e os desfavorecidos. Outrora, o acúmulo de informações na rede e o uso indiscriminado de sites sem informações verídicas perpetuam para a difusão do “falso conhecimento”. Ademais, a falta de uma legislação atual contribui para o fortalecimento de saberes empíricos baseados na habitualidade da sociedade, a partir de um conjunto de crenças enraizadas no saber coletivo, tal como acontece na educação diante à tecnologia.
É crucial, portanto, superar a gênese do problema. Dessa maneira, cabe ao Estado - detentor dos recursos públicos - criar um programa por meio de emendas parlamentares para reformular e modernizar o sistema de ensino de acordo com a conjuntura atual da populção. Além disso, cabe a Polícia Federal “derrubar” sites que propagam informações falsas na rede e, em parceria, com o Ministério da Educação alertar a população por meio dos meios de comunicação, que busquem sempre fontes confiáveis antes de difundir algum conhecimento. Espera-se, com essas medidas derrubar os estigmas associados ao uso da tecnologia na educação e continuar progredindo conforme a premissa de Auguste Comte.