O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 05/11/2021
A Costituição Federal de 1988, prevê para todos os cidadãos brasileiros o direito à educação. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto as desigualdades no acesso à tecnologia. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela omissão do governo em distribuir o acesso à internet uniformemente ,como também os altos índices de desigualdades no Brasil.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a omissão do governo mediante a distribuição plena de tecnológica - perpertua na sociedade desde o período colonial. Nesse viés, Sérgio Buarque de Holanda afirma que o colonialismo deixou heranças que permanecem enraizadas no Brasil. Seguindo essa lógica proposta por Holanda, podemos concluir que desde a chegada dos portugueses no território brasileiro, se tem um interesse maior em potencializar e mecanizar os estados centrais, tais interesses ligados na nossa realidade dificultam o acesso pleno à internet em estados periféricos que, consequentemente, não conseguem usufruir de uma educação total.
Ademais, elevados níveis de desigualdades no Brasil ajudam na perpetuação dessa problemática. Diante desse cenário nota-se que, durante a Idade Média apenas os intelectuais, Iluministas, tinham acesso aos recursos que tornavam possível o aprendizado e a população pobre era excluída do sistema educacional. De forma análoga, a contemporaneidade nós leva ao passado, quando se trata de alunos carentes que não dispõem de internet de qualidade nem dispositivos eletrônicos, indispensáveis para o aprendizado e o conhecimento cultural de uma população.
Deprende-se, dessa forma a urgência de ações interventivas com o fito de amenizar a questão. Para isso, o Ministério de Educação (MEC) junto com as escolas deve, por meio de palestras e reuniões com o governo, estimular a oferta de computadores e internet de qualidade para os jovens, além de mostrar a importância da participação total dos alunos nas aulas onlines. Nesse sentido, o intuito de tais ações é elevar o conhecimento dos adolescentes de aréas periféricas, fazendo com que a Revolução 4.0 deixe de ser uma Utopia para grande parcela da população brasileira.