O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 05/11/2021
Daniel Danmet, importante filósofo estadunidense, reflete sobre a contrariedade da função da tecnologia, responsável, concomitantemente, pelas inovações, mas também motivadora do caos na sociedade. Sob essa perspectiva, sabe-se que o setor educacional passou por intensas inovações nos últimos 100 anos e, uma delas, caracterizada pela introdução da tecnologia no recinto acadêmico. No entanto, é evidente que essa mudança aproximou parcela da nova geração de estudantes do ensino e, simultaneamente, evidenciou uma defasagem governamental ainda existente no sistema público de educação.
Sob esse viés, compreende-se que as crianças e jovens da última década nasceram inseridos em uma era desenvolvida. Visto isso, sabe-se que as escolas abastadas de ferramentas e didáticas computacionais aproximam os estudantes do conhecimento acadêmico, uma vez que já estão familiarizados com esses recursos tecnológicos no cotidiano. Dessa forma, a existência de atividades mais dinâmicas e diferenciadas torna o processo mais motivador e atrativo aos alunos, gerando o desinteresse pelo ensino tradicional usualmente implantado.
Todavia, a realidade da grande parcela de instituições acadêmicas públicas não envolve o acesso fácil à ferramentas tecnológicas. Dessa forma, a expressão de Steve Jobs de que a tecnologia move o mundo é elitista, visto que para mover-se, faz-se necessário ter acesso ao recurso. Sendo assim, percebe-se a defasagem governamental acerca de investimentos no setor tecnológico educacional e a morosidade no processo de inovação do ensino tradicional.
Em suma, portanto, é indubitável que a tecnologia impacta positivamente na educação. Desse modo, instituições governamentais, como o Ministério da Educação, devem implantar o sistema de tecnologia educacional, por meio de políticas públicas de acesso, a fim de apoiar e dinamizar o conhecimento aos alunos. Dessa forma, a educação e a tecnologia moverão o mundo, assim como Steve Jobs acredita.