O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 07/11/2021
Durante o período de quarentena devido à pandemia de Covid-19, o uso de ferramentas tecnológicas auxiliou muitos estudantes a continuarem estudando em casa. Com isso, abriram-se caminhos para a adoção dessas inovações nas formas de ensino. Nesse sentido, torna-se imperioso discutir as potencialidades da tecnologia na educação brasileira, bem os obstáculos enfrentados por essa modalidade mais completa.
A princípio, destacam-se os benefícios do uso de técnicas digitais inovadoras para a educação. Nesse contexto, conforme o sociólogo Manuel Castells, a atual sociedade configura-se como informacional, em que tecnologias de comunicação e informação revolucionaram o mundo. A partir disso, na área educacional, são notórios os efeitos dessa revolução, a exemplo do fácil acesso a materiais de estudo – como livros, artigos e pesquisas –, bem como a disponibilidade de informações em qualquer lugar com internet. Dessa forma, a aprendizagem de estudantes torna-se mais abrangente a diversos conhecimentos, o que configura uma melhor formação profissional.
Entretanto, essas potencialidades da tecnologia no ensino ainda não englobam a todos. Nesse viés, segundo o filósofo Pierre Lévy, “toda nova tecnologia gera seus excluídos”. Essa realidade é atestada, por exemplo, no fato de que cerca de 30% dos brasileiros não têm sequer acesso à internet, de acordo com um levantamento do Centro de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Dessa maneira, a desigualdade social é intensificada, na medida em que diversos cidadãos sem acesso a recursos tecnológicos têm, consequentemente, uma educação mais restrita à sua realidade e, assim, muitas vezes não conseguem alcançar melhores cargos no mercado de trabalho.
Portanto, urge que o Ministério da Educação – principal responsável por investimentos nesse âmbito –, por meio de destinação de verbas da União, promova a distribuição, nas escolas públicas, de equipamentos tecnológicos - como celulares e tablets – e a instalação de pontos de acesso à internet aos estudantes. Essa ação findaria democratizar uma educação mais completa e abrangente aos brasileiros. Desse modo, a sociedade nacional usufruiria melhor dos adventos da revolução tecnológica e se aproximaria da ideia de Castells.