O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 07/11/2021
A Quarta Revolução Industrial, iniciada no século XXI, causou uma mudança profunda na relação entre pessoas e máquinas, sendo comum discursos de grandes CEO’s de empresas de tecnologia como Apple e Samsumg, que ressaltavam que o mundo da contemporaneidade vivia uma globalização conectada em uma Aldeia Global. Todavia, o acesso às modernas formas de interação chegaram de forma desequilibrada nos países sendo nítido o acesso desigual das pessoas à educação on-line e uma perda de autonomia de estudantes na obtenção de conhecimento por meio da internet.
Sobs esse viés, é válido destacar o impacto que a condição econômica do indivíduo possui na possibilidade de acesso à educação digital. Nesse sentido, segundo o escritor Yuval Harari, em seu livro “21 lições para o século 21”, o uso da tecnologia no âmbito educacional se torna uma ferramenta fundamental no acesso ao ensino de qualidade a pessoas de baixa renda. Contudo, a falta de recursos governamentais destinados à promoção de infraestrutura que possibilite conectividade e baixos subsídeos estaduais para incentivo à comercialização de equipamentos eletrônicos, a baixo custo, perpetua uma lógica histórica de exclusão digital e negação ao acesso às novas tecnologias. Desse modo, políticas públicas eficientes tornaria possível o maior acesso ao direito à educação on-line defendida pela Agenda de Desenvolvimento proposta pela ONU em 2015.
Além disso, é importante frisar o papel da educação digital no combate à alienação do indivíduo na obtenção do conhecimento por meio da internet. Nessa linha de raciocínio, é louvável citar o educador Paulo Freire, que enfatiza o papel do educador na orientação do indivíduo no processo de conhecimento. Entretanto, a falta de capacitação dos professores diante das novas tecnologias e a desatualização das grades curriculares de escolas públicas, não adotando matérias relacionadas à educação digital, promove uma perda de autonomia do indivíduo na obtenção do conhecimento por não saber lidar com o grande fluxo de informação disponível no mundo virtual. Assim, uma reforma educacional direcionada à incorporação de matérias relacionadas ao uso das tecnologias vai de encontro com as ideias defendidas por grandes CEO’s de tecnologia, como Steve Jobs.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessário a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público na figura do Ministério da Educação, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas - por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veículadas nas mídias sociais - a fim de orientar a população e os estudantes nas melhores formas de obtenção do conhecimento por meio da rede on-line, assim como o desenvolvimento de aulas nas escolas voltada para educação digital.