O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 08/11/2021
Desde a virada para o século XXI, diversas novas tecnologias foram criadas, o que engendrou diversas novas interfaces educacionais para a humanidade. Entretanto, apesar dos avanços promovidos, existem fatores contrários a essas novidades no Brasil, os quais impedem que a sociedade possa aproveitá-las integralmente. Isso posto, é necessário que as barreiras à integração da tecnologia à educação, a saber, a falta de incentivo estatal e o tradicionalismo social, sejam combatidas por meio da discussão no debate público, para que se possa superar o quadro de atraso do país.
Diante desse cenário, vale ressaltar que o Estado deve atualizar suas diretrizes de ação conforme o momento histórico. Sobre isso, pode-se lembrar de Jacques le Goff, historiador que, ao estudar a Idade Média, concluiu que os mecanismos estatais só são eficientes na medida em que correspondem aos estímulos de sua época. Nesse sentido, a descrição do estudioso não se aplica ao governo brasileiro, uma vez que, segundo notícia do site G1, diversas escolas sofrem carência de investimentos estatais em equipamentos de tecnologia como projetores e quadros inteligentes, fato que torna explícito o descaso do Estado em promover um ambiente letivo integrado à tecnologia. Logo, se as escolas continuarem no estado de negligência apontado, poder-se-á observar a prevalência do percalço.
É assinalável, além disso, a imobilidade do corpo social na manutenção de práticas letivas arcaicas. Nesse limiar, o pensador Jacques Derrida fez grande contribuição sociológica ao apontar, em seu livro “Glas”, que todo pensamento já estabelecido em uma sociedade pode ser transgredido, contanto que os agentes sociais tenham ímpeto na desconstrução desse paradigma. Assim sendo, é lícito inferir que o apego aos métodos tradicionais de ensino só ocorre por causa da inatividade social no combate do panorama citado. Dessarte, tendo em conta que existe a possibilidade de mudar o âmbito educacional, é inadmissível que à tecnologia sejam impostas dificuldades em sua utilização.
Conclui-se, com vista no exposto, que a tecnologia, enquanto dispositivo letivo, deve ser incentivada no contexto brasileiro. Para tanto, o Poder Legislativo, por meio de debates na Câmara dos Deputados — maneira pela qual se concretiza a democracia no país —, deve, a partir de projetos de emenda constitucional, suscitar um maior direcionamento de verbas ao Ministério da Educação, para que novos profissionais qualificados no uso de tecnologias nas escolas sejam formados. Dessa maneira, espera-se que os novos dispositivos disponíveis sejam úteis no ensino das crianças, jovens e adultos. Se assim for feito, a educação será positivamente impactada com as novas evoluções tecnológicas, fazendo com que o Estado esteja em harmonia com as demandas atuais do povo brasileiro.