O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 09/11/2021

O cientista da computação, Grace Hopper, mencionou que um ser humano deve transformar informação em conhecimento e que tendemos a esquecer que nenhum computador fará uma nova pergunta, entretanto, essa citação demonstra dois aspectos do uso da tecnologia nas escolas, já que tem potêncial para levar pensamento inovador e crítico, contudo, deve ser utilizado da forma correta, com o cuidado de não tornar uma ferramenta positiva em algo que promova exclusão. Este ponto de vista se desenvolve não só pelas subcondições das periferias, mas também devido ao “cyberbullying”.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que a tecnologia vem quebrando barreiras e se tornando presente em muitos lugares, desse modo, é importante se adaptar e fazer o uso dela para obter benefícios, tendo em vista que, conforme a Agência Brasil, o país tem 152 milhões de pessoas conectadas, em contrapartida, quase 40 milhões  de brasileiros não tinham acesso à internet no ano de 2019 e não há medidas governamentais eficazes para combater este empecilho. Em suma, é necessária a reformulação estatal urgente.

Outrossim, muitas vezes os jovens se expõem mais do que deviam, deixando sua intimidade à mostra, ademais, uma pesquisa da Intel Security demonsta o estado alarmante da violência virtual, já que 66% dos adolescentes que participaram do estudo presenciaram casos de agressões na internet, um fato preocupante para a saúde mental dos jovens e até mesmo podendo atrapalhar seu desempenho escolar.

Fica claro, portanto, a necessidade de uma ampliação na legislação atual, a fim de democratizar o uso da tecnologia e poder aplica-lá de forma eficiênte nos ambientes educacionais, abrangendo todas as classes sociais e verificar ocorrências do bullying cibernético. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que, por intermédio do Ministério da Educação e da Economia, será convertido em ações para promover atividades nas escolas, conscientizando sobre os riscos do cyberbullying e para levar internet até as áreas periférias.