O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 11/11/2021

No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Suzak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Menginer lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que por ter sido obrigada a parar de frequentar a escola, a prática de leitura constante da jovem, ajuda Liesel a superar sua solidão, se relacionar com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que o impacto da tecnologia na educação é uma verdade atual no Brasil. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.

De início, não há como promover o contato com a tecnologia em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração dos escravos, o acesso à escola e inovações tecnológicas, era destinado apenas aos aristocratas -organização composta pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a extrema desigualdade social do Brasil, dá lugar à evasão escolar e impossibilita o acesso de crianças e jovens aos meios digitais em terras tupiniquins. Em suma, é desumano que haja pessoas em situações que as forcem a abandonar a educação e o acesso à internet para sobreviver. Isso porque, historicamente, os Governos não as tratam como prioridades, o que as condenam, muitas vezes, a continuarem à mercê da miséria e pobreza.

Além disso, nota-se que apesar de muito relevante o acesso a essas tecnologias, há ainda dificuldades encontradas em sociedade. Na obra realista do escritor Eça de Quiroz,  é demonstrado e julgado que lares desestruturados, alienação parental, dentre outros fatores do convívio familiar, formam crianças incapazes de perceber a importância da tecnologia e da escola na vida profissional e acadêmica da sociedade. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, é possível dizer que o progresso digital na educação brasileira será tardio e totalmente desigual.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve apresentar à sociedade os prejuízos que podem ser gerados aos jovens que não tem acesso á internet e educação, por meio de propagandas e de documentários instrutivos, como dados de pesquisas, a fim de eliminar os impactos negativos da falta de tecnologia no cenário escolar. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em sites e outdoors, por intermédio de ações que alertem a sociedade dos riscos e danos que a evasão escolar apresenta. Desse modo, exemplos como o do filme “A menina que roubava livros”, serão mais frequentes no Brasil.