O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 15/11/2021
“Em alguns anos vão existir dois tipos de instituições: as que funcionam na Internet e as que deixaram de funcionar”. Tal afirmação, proferida por Bill Gates, antigo CEO da Microsoft, levanta um importante questionamento acerca da necessidade de adaptação das instituições às tecnologias disponíveis na Era da Informação. Infelizmente, o sistema de ensino brasileiro ainda apresenta uma série de entraves que impossibilitam o uso pleno das tecnologias disponíveis no século vigente. Dentre as causas que contribuem com essas dificuldades, destaca-se não só a falta de uma infraestrutura adequada, como também a ausência de políticas públicas eficientes.
Nessa perspectiva, cabe pontuar que é de fundamental importância que todas as regiões do Brasil tenham acesso à infraestrutura necessária para que as instituições de ensino consigam tirar proveito dos benefícios oferecidos pela tecnologia da informação. Contudo, observa-se outra realidade no cenários brasileiro, posto que, de acordo com o IBGE, em 2018 cerca de 50 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à Internet. Evidencia-se, portanto, que, por conta da falta de uma infraestrutura adequada, as instituições de ensino não usufruem dos meios tecnológicos, desperdiçando, assim, a oportunidade de oferecer uma educação alinhada com as necessidades do século vigente.
Ademais, toda essa infraestrutura deficiente encontra terra fértil na falta de políticas públicas eficientes. De acordo com o G1, o Brasil investe mais em educação do que a média dos países que fazem parte da OCDE. Nesse sentido, é lícito relembrar as ideias de Milton Friedman, Nobel em Economia, que afirmava que políticas públicas devem ser julgadas por seus resultados, e não por suas intenções. Associando as ideias do economista aos dados do G1, fica claro que as políticas públicas existentes, ainda que bem intencionadas, não oferecem os recursos necessários para que estudantes e professores consigam tirar proveito dos meios tecnológicos disponíveis.
Portanto, diante dos desafios supracitados, pode-se inferir que os entraves que dificultam o acesso das instituições de ensino nacionais à tecnologia de informação é um problema relevante e que carece de soluções. Assim, cabe ao Ministério da Educação, braço do governo responsável pela elaboração e execução de Política Nacional de Educação, destinar uma parcela maior dos seus recursos, por meio de cortes de gastos em setores menos relevantes, para a compra e distribuição de equipamentos eletrônicos para as instituições de ensino nacionais. Tal medida tem por objetivo permitir que os alunos brasileiros tenham acesso às tecnologias necessárias para uma educação alinhada com as necessidades do século XXI. Só assim, as escolas e universidades brasileiras “não deixarão de funcionar”.