O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 12/11/2021
Steve Jobs, fundador da Apple, diz que a tecnologia move o mundo. É notório que isso está cada vez mais perceptivel, pois a sociedade está em constante mudança e adaptação com esse avanço tecnológico. Exemplo disso, é a nova forma de aprendizado usando a tecnologia e seus aparatos, no entanto, esse ensino moderno traz consigo alguns impactos negativos, como a exclusão de uma parcela dos alunos por não terem condições de possuir esses novos materiais escolares tecnológicos. Essa realidade se deve, essencialmente, à desigualdade social e à negligência governamental.
Sob essa ótica, é importante ressaltar que a diferença socieconômica da população interfere no problema. Acerca disso, o Escritor Ariano Suassuna afirma que é muito difícil vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos dispossuídos. De maneira análoga a essa afirmação, é evidente que grande parte dos alunos não podem usufruir dessa tecnologia na educação, pois vivem em condição de vulnerabilidade econômica e não possuem internet e aparelhos eletrônicos em suas residências. Sendo assim, fica claro que essa desigualdade social faz com que o aprendizado desses alunos defavorecidos seja defasado.
Além disso, é perceptível que a omissão estatal alicerça a problemática. Nesse viés, para Thomas Hobes, filósofo inglês, é dever do estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda coletividade, contudo, os representantes políticos que são movidos por uma cultura imediatista, mantém-se inertes, já que procuram resultados que movimentem a economia de maneira rápida, ao invés de aplicarem verbas para a educação “on-line”. Ademais, a falta de aplicação de capital na compra de aparelhos com internet para todos os alunos cristaliza o problema. Logo, uma intervenção torna-se substancial para mudar essa realidade.
Portanto, é necessário que haja uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Governo Federal, responsável por administrar o povo e os interesses públicos, com o apoio do ministério da Educação, por meio de verbas governamentais destinadas à pasta, deve investir na criação de um auxílio estudantil aos alunos com vulnerabilidade econômica, que deve ser ofertado mensalmente na conta bancária do discente beneficiado. Essa ação será realizada com intuíto de promover condição aos alunos para comprarem suas novas ferramentas de estudo para o ensino “on-line”. Dessa maneira, todo corpo acadêmico poderá usufruir e aprender com a tecnologia na Educação.