O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 12/11/2021

A Quarta Revolução Industrial, caracteriza-se pelo advento da inteligência artificial e da imersão digital, que simplificou a disseminação do conhecimento ao redor do mundo. Todavia, a Revolução iniciada no século XXI não alcança todos os estudantes brasileiros, sobretudo em áreas em que a escassez de recursos é a regra. Com efeito, a desigualdade social e a falta de autonomia do estudande impedem que a tecnologia transforme o sistema educacional.

Diante desse cenário, um dos obstáculos que inviabilizaram a implementação do ensino digital é a carência dos serviços básicos. Acerca disso, a proposta de sistematização do ensino a distância esbarra na falta de urbanização e na miséria extrema, iniciada no Período Colonial e vigente na contemporanidade, a exemplo do município de Melgaço no Pará. Nesse viés, não há como aprender, presencia ou remotamente, convivendo com a fome e com a ausência de recursos básicos, assim como ocorre na cidade paraense. Desse modo, é inviável usurfruir dos beneficíos da internet e das védeoaulas enquanto o saneamento e a alimentação continuarem sendo privílégios.

Ademais, para que a tecnologia transforme a educação, a passividade dos alunos deve dar autonomia. Nesse sentido, o modelo educacional vigente no país é inspirado no formato da Revolução Francesa de 1789, segundo a qual deveria haver a disciplina e a dependência do estudante ao professor, que segundo o ideal francês, estaria em grau de superioridade intelectual. Ocorre que a Revolução 4.0 se mostra incompetível com o modelo ultrapassado do iluminismo, e a passividade do estudante impede que seja aproveitado o potencial da tecnologia, e equanto a subservência do aluno ao docente se mantiver como regra, o aprendizado tecnológico será a exceção.

Para que a tecnologia, portanto, cumpra o seu papel na formação educacional, as escolas devem contribuir para a redução da desigualdade social, por meio de projetos pedagógicos, como oficinas e minicursos, que ofereceram as 3 refeições diárias aos alunos e que crie um ambiente favóravel para o estudo autônomo. Essa iniciativa poderia se chamar “Escola digital” e teria a finalidade de possibilitar que meninos e meninas tenham acesso à tecnologia no ambiente escolar, de sorte que a transformação prevista na Revolução 4.0 deixe de ser, em breve, uma utopia no Brail.