O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 18/11/2021
Nas últimas décadas, o avanço tecnológico possibilitou ao mundo um vislumbre de possibilidades e inovações na troca de valores e conhecimentos, o que torna cada vez mais possível a equidade na esfera educacional brasileira. Entretanto, esse avanço não ficou isento de impactos na interação educacional do Brasil hodierno. Desse modo, torna-se evidente analisar os efeitos dessa evolução tecnológica educacional: a dependência digital dos estudantes e a desumanização na propagação do ensino.
Em primeiro lugar, é factual explicitar que a inserção de aparatos tecnológicos no sistema educacional é um sustentáculo e impulsionador para o adquirimento vicioso do uso incorreto pelos estudantes. Segundo o livro “Manual de Psiquiatria Clínica” a exposição do indivíduo frequente ao uso de tecnologias excita dopamina, a qual gera ciclos viciosos, o que traz malefícios cognitivos ao cérebro do seu usuário. Diante disso, o uso contínuo dos aparelhos tecnológicos no âmbito educacional podem trazer malefícios, como o vício, a falta de atenção e a exaustão mental pela facilidade da obtenção dopamina em nossos cérebros. Portanto, a incrementação dos aparelhos tecnológicos cada vez mais frequente ao aluno compromete o seu desenvolvimento cognitivo e - evidentemente, a aprendizagem futura.
Outrossim, o surgimento da tecnologia fragiliza o contato e a interação social no ambiente educacional. A respeito disso, o experimento midiático “Rat Park”, explicita de forma lúdica que a inserção de um indivíduo no mundo de possibilidades viciosas traz malefícios perante a socialização, já que é exposto no experimento que o vício rompe diretamente com uma conexão da realidade. Sendo assim, fica evidente que o uso crescente de aparatos tecnológicos além de romper com os laços humanos, o insere numa bolha excludente das experiências reais, lúdicas e empíricas que só o contato com o mundo real oferece.
Urge, portanto que medidas sejam tomadas a fim de atenuar a problemática. Cabe ao Ministério de Educação regulamentar a propagação e a informação das tecnologias até o limite benéfico do uso nas instituições educacionais, por meio do controle estatísticos dos impactos da tecnologia nos alunos, o que possibilita o monitoramento da utilização tecnológica na educação. Isso com a finalidade de conter com os malefícios do uso descontrolado dos usuários. Ademais, as Instituições escolares deve implementar convívios sociais e experiências empíricas, por meio da inclusão dessas atividades na grade curricular como obrigatórias, a fim de complementar com a inserção de tecnologias com o seu uso na realidade. Sendo assim, a de tornar o avanço tecnológico em aliada na evolução educacional.