O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 13/11/2021
Na segunda metade do século XX houve uma expansão tecnológica que proporcionou dispositivos revolucionários, esses facilitaram diversas atividades humanas. Nesse contexto, a Revolução Técnica-Científica-Informacional apresentou impactos na educação, por exemplo, o aumento da desigualdade educacional. Dessa maneira, a inacessibilidade à essa realidade é ocasionada pela pouca condição financeira dos estudantes, e tem como consequência o atraso tecnológico.
Em primeiro lugar, é evidente que a desigualdade econômica está fortemente ligada a dificuldade de obter uma educação inovadora. De acordo com a Constituição de 1988, o direito à educação de qualidade é garantido para todos os cidadãos. No entanto, ao analisar o nível tecnológico das escolas brasileiras, é perceptível a diferença injusta entre as públicas e as privadas, isso se deve ao alto preço dos aparelhos eletrônicos, além da baixa verba destinada a tecnologia nas instituições de ensino. Desse modo, o acesso a um estudo mais informatizado é prejudicado pelo aspecto financeiro, além de contrariar a legislação brasileira.
Por conseguinte, os alunos despreparados tecnologicamente apresentam dificuldade ao buscar por vagas de emprego. Nesse cenário, segundo Steve Jobs, criador da Apple, a tecnologia tem o poder de mover o mundo, e ao facilitar tarefas rotineiras está se tornando indispensável, principalmente no ambiente de trabalho. Nessa perspectiva, a ausência de dispositivos eletrônicos em determinadas salas de aula - colégios de baixa renda - distancia os estudantes de habilidades importantes do mercado de trabalho, por exemplo, utilizar um computador para digitalizar textos, criar planilhas e elaborar e-mails, consequentemente, impossibilita o sucesso em um processo seletivo de emprego. Dessa maneira, o atraso tecnológico dos discentes menos favorecidos economicamente é prejudicial na busca por trabalhos.
Portanto, pode-se notar que a discussão sobre os impactos da tecnologia no ensino brasileiro é necessária para elaboração de uma educação mais democrática. Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento educacional, distribuir aparelhos eletrônicos, como computadores e tablets, nas escolas públicas, por intermédio das verbas governamentais, com o intuito de proporcionar inovação aos alunos desprivilegiados. Ademais, o Legislativo, agente governamental responsável pela criação de leis, deve promover a inclusão tecnológica nas instituições de ensino, por meio do estabelecimento de uma legislação que garante aulas de informática em todos os colégios brasileiros, com o objetivo de capacitar os estudantes para trabalhos futuros. Feito isso, será possível ter efeitos positivos da inovação educacional devido a Terceira Revolução Industrial.