O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 14/11/2021
Segundo o Artigo 6º da Constituição Federal Brasileira (CF), de 1988, a educação é um direito de todos os cidadãos e cabe ao Estado garanti-la. Entretanto, o que se observa é o desrespeito a tal preceito do documento, uma vez que milhares de brasileiros sofrem com as consequências da precarização do ensino ocasionada, principalmente, pela falta de investimentos tecnologia. Nesse sentido, a negligência estatal acerca da educação, somada à desigualdade social, são fatores que reforçam essa problemática.
Sob essa perspectiva, convém ressaltar que a desvalorização do princípio da isonomia pelo próprio Estado fomenta a precarização do ensino. Nessa lógica, a PEC do Teto de Gastos para a educação foi uma das principais medidas implementadas pelo atual Governo Bolsonaro. Tendo isso em vista, é perceptível que a restrição de verbas às universidades federais impacta negativamente o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, o que prejudica não apenas o estudante, mas toda a sociedade que se beneficiaria pela produção desses conhecimentos. Dessa forma, verifica-se que, mesmo após avanços na conquista dos direitos sociais, infelizmente, ainda há uma deficiência governamental acerca da educação que mantém milhares de vítimas alheias aos seus direitos.
Evidencia-se, além disso, a influência da desigualdade social na questão da visibilidade civil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as regiões brasileiras com maiores índices de discrepância social são também as que possuem as maiores taxas de analfabetismo. Nesse contexto, os grupos economicamente mais vulneráveis foram os mais afetados pelo ensino à distância durante a atual pandemia, devido à ausência de dispositivos moveis e internet, o que, indubitavelmente, reitera a desigualdade, haja vista a demanda do mercado de trabalho por profissionais cada vez mais qualificados. Desse modo, é inadmissível que ainda haja desigualdade social que além de submeter a população a condições desumanas, priva a sociedade do acesso à educação.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para atenuar os impactos da desvalorização da educação. Cabe, para tanto, que o Ministério da Educação se responsabilize pela valorização do ensino no País. Isso pode ser feito por meio do investimento em recursos tecnológicos nas instituições públicas, a fim de promover o avanço científico e a capacitação profissional. Tal medida poderá ser implementada pela exclusão do Teto de Gastos pelo ministro Milton Ribeiro. Somado a isso, cabe ao Governo Federal a efetivação de projetos assistencialistas que contribuam para a diminuição da desigualdade social. Desta maneira, espera-se garantir o direito à educação em sua integralidade, conforme assegurado pela CF.