O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 14/11/2021
Provavelmente, o advento da prensa de Gutemberg, em meado do século XV, tenha sido o maior exemplo de como a tecnologia pode revolucionar o processo de ensino e aprendizagem. Com o advento da internet, em 1969, o modo como o homem vive em sociedade e, em consequência, aprende, foi afetado. Porém, as instituições contemporâneas não acompanharam este processo, trazendo problemas ao atual modelo educacional. Assim, o Estado precisa rever seus mecanismos de ensino e aprendizagem, adaptando-o ao novo perfil do estudante, assegurando a manutenção do pleno exercício da cidadania e a evolução social e científica no país.
De fato, segundo o World Economic Forum, o modo como se dão as interações interpessoais em sociedade mudou muito na atualidade, e isso tem ocorrido devido à popularização da tecnologia. Por exemplo, um indivíduo comum, em poucos minutos, via aplicativos bancários e de compras online, consegue ordenar todas as suas despesas domésticas enquanto conecta-se com amigos ou familiares online. O processo de ensino e aprendizagem é, antes de tudo, um fenômeno social. Nessa condição, é afetado por essas mudanças causadas pela massificação de novas tecnologias.
Apesar dessas transformações, as instituições não acompanharam essa evolução. A prova disso é o contraponto apontado pela Organização das Nações Unidas. Em uma geração que relaciona-se via internet, o índice de evasão escolar aumentou 10% no Brasil durante as aulas remotas ministradas na pandemia do coronavírus, atingindo 5 bilhões de alunos. De acordo com o Ministério da Educação (ME), isso ocorre devido à falta de estrutura das escolas e preparo dos professores, reforçando a tese de que se faz necessária uma intervenção estatal.
Diante do exposto, fica claro que o Estado precisa adaptar seu processo de ensino e aprendizagem à realidade das novas tecnologias eletrônicas. Assim, através do ME, o Estado deve primeiro aparelhar as escolas públicas com redes WI-FI, computadores, tablets e celulares. E seguida, é fundamental preparar os professores para o uso dessas novas tecnologias. Isso pode ser feito organizando encontros periódicos (mensal ou bimestral) de formação docente. Com isso, o Estado garante que seus jovens atinjam o máximo de suas potencialidades intelectuais, absorvendo mais rápido uma quantidade maior de conhecimentos e fazendo com que suas sociedades evoluam paralelamente ao surgimento de novas revoluções tecnológicas.