O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 15/11/2021

Desde o início da Guerra Fria, a tecnologia veem avançando de modo exponencial, sendo assim o principal motivo do avanço humano. Nos dias atuais, é necessário, mesmo com tanta inteligência, avaliar os impactos negativos da tecnologia, principalmente no eixo educativo. Desse modo, é de suma importância destacar a baixa infraestrutura nas escolas públicas e o aumento do desemprego como consequência do impasse apresentado.

Cabe, em primeiro plano, visar a ligação entre a escassez estrutural do ensino público com as consequências do ambiente digital. Segundo o site Folha de São Paulo, em 2020, milhares de estudantes de escolas públicas foram prejudicados por conta da falta de materiais tecnológicos. Nesse sentido, é possível notar que esse cenário agrava, de modo específico, o aprendizado do aluno de baixa condição financeira. Nesse sentido, algumas consequências podem ser facilmente observadas nesse ambiente escolar, como a discrepância educacional entre jovens de ensino público e privado, já que os indivíduos com uma melhor situação monetária terão acesso aos materiais necessários. Dessa forma, a baixa infraestrutura nos colégios acessíveis afeta a educação atual.

Em segundo plano, o desemprego dos educadores também é um fator essencial a se analisar como consequência do impacto tecnológico. Nessa visão, é possível citar a Terceira Revolução Industrial como influenciadora desse processo, pois o principal modelo dela consiste na adaptação do produto ao cliente, sendo aplicado, dessa maneira, no meio educativo. Assim, o modelo foi adequado modificando os educadores, sendo substituídos por máquinas, por conta da praticidade e a ausência de direitos trabalhistas que deveriam ser aplicado aos humanos. Além disso, há a perda do contato entre o aluno e o professor, essencial para o desenvolvimento social da criança e do adolescente, afetando, desse meio, o ensino brasileiro.

São necessárias, portanto, medidas para combater os impactos da tecnologia na educação. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação – órgão responsável pela questão educacional nacional - deve, por meio de financiamento, preparar os colégios públicos ao ensino digital, com objetivo de democratizar, e não tornar elitista, o acesso ao meio computacional. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho – responsável pelo eixo trabalhista – regulamentar, por meio de leis, a utilização dos meios tecnológicos nas salas de aula, com finalidade de diminuir o excessivo uso digital no ensino. Por fim, com as medidas em vigor, é esperado que as consequências da Guerra Fria se tornem positivas e educadoras ao ensino territorial.