O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 17/11/2021

A humanidade vive a Quarta Revolução Industrial, na qual engloba o conjunto dos aparatos tecnológicos e informacionais relacionados ao campo digital. Apesar disso, essa é uma realidade majoritariamente distante do ambiente educacional brasileiro, fato que compromete uma adequada formação cidadã no mundo contemporâneo, contribuindo para a manutenção das desigualdades sociais no país. Diante disso, é fundamental discutir medidas para enfrentar esse problema e colaborar efetivamente para o tão desejado desenvolvimento nacional.

É imperioso avaliar, a princípio, o precário emprego de recursos tecnológicos nos espaços escolares como um dos fatores prejudiciais à imprescindível formação educacional das pessoas na conjuntura hodierna. Nesse contexto, embora a Constituição Federal estabeleça o direito a uma educação que capacite o cidadão, dentre outros objetivos, para o mercado de trabalho, nota-se uma lacuna no preparado dos estudantes no tocante ao uso das ferramentas da época digital. Nesse viés, uma educação dissociada da utilização de tais ferramentas também está distanciada da realidade, constituindo-se, pois, em um entrave à consecução de seus propósitos.

Ademais, ao comprometer a formação de muitos, tal quadro contribui para a manutenção das disparidades socioeconômicas do país. Não obstante, os ideais iluministas de equidade estejam presentes no mundo ocidental desde a Revolução Francesa, constata-se, no Brasil, uma perniciosa persistência das desigualdades de oportunidades, dentre elas a de acesso aos recursos tecnológicos na educação. Sob essa ótica, é oportuno citar as prevalentes diferenças entre escola privada e pública, pois enquanto a primeira possui, em sua maioria, diversidade de uso e aplicações de recursos midiáticos, a segunda carece, ainda, ressalvada raras exceções, de estruturas elementares de funcionamento. Dessa forma, percebe-se que tamanha distinção de tratamento no ensino contribui, lamentavelmente, para a perpetuação do vergonhoso quadro brasileiro de segregação social, econômica e cultural.

Em face desse cenário crítico, faz-se urgente, portanto, diligências para a efetivação do salutar emprego da tecnologia na educação brasileira. Posto isso, convém ao Ministério da Educação - órgão responsável pelas diretrizes educacionais do país -, em parceira com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, criar um programa de modernização das escolas, por meio da destinação de espaços e equipamentos voltados para a aprendizagem tecnológica de estudantes, a fim de prepará-los para o exercício da cidadania em um mundo cada vez mais digital. Assim, será possível construir uma sociedade mais inclusiva, possibilitando a necessária democratização da Revolução 4.0.