O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 16/11/2021

“Amor como princípio, a ordem como base e o progressoa como meta”. Com esse lema Augusto Comte, expoente representante da corrente filosófica positivista, que reverberou o desenvolvimento material e intelectual brasileiro. Todavia, ao elucidar a temática do impacto da tecnologia na educação, torna-se evidente que tal slogan não se instituiu em meio ao coletivo, visto que o ensino-aprendizagem encontra-se em defasagem em relação às parafernalhas tecnológicas. Dessa forma, uma problemática irrigada por uma coletividade passiva, e por conseguinte, um Estado ineficiente.

Nesse caleidoscópio, o primeiro vetor aponta para a inércia social, que agrava essa mazela. Não raro, a pouca propaganda nos veículos de mídia social, os infimos projetos que conduzam para a implantação e auxílio do manuseio de ferramentas eletrônicas, fomentando na psique coletiva uma convicção de agrura solucionada. Conforme Guy Debord, em sua obra “Sociedade do Espetáculo”, os indivíduos são manipulados pelos meios de comunicação, que salienta um contidiano perfeito, distante de obstáculos, no entanto, o cenário atual espelha uma conjuntura defeituosa e retrocedente no que tange o sistema educacional. Desse modo, se a comunidade permanece comoda, o efeito paira na estagnação.

Ademais, a ausência de concepções no meio governamental, corroborra para o agravamento dessa questão. De acordo com o site Extra - “Educação pública perdeu quase 40% do orçamento em seis anos” -, dado esse que estampa uma incapacidade por parte dos líderes políticos, que prejudicam o progresso do infanto-juvenil nacional, afetando assim a desenvoltura educativa e profissional. Afinal, como proclama Pitágoras “Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”, tese essa que revela a excelência de prédios escolares equipados para melhor atender a evolução tecnológica, proporcionando melhorias no conhecimento pueril. Ora, maior eficiência é fundamental.

Infere-se, portanto, ações para aprimorar o impacto da tecnologia na educação. Logo, torna-se fulcral que a imprenssa promova campanhas educativas para informar por meio de profissionais sobre a importância da implementação dos recursos digitais, a fim de atenuar o agrupamento escolar. Outrossim, o Poder Público deve investir de maneira plena em laboratórios de informáticas e nas manutenções dos mesmos,  nas instituições escolares, além disso pode ampliar os recursos de auxílios financeiros para o uso de internet dos discentes vulneráveis, com o intuito de democratizar o acesso a informação no ensino-aprendizagem. Assim “ordem e progresso” continuarão sendo pilares do cidadão tupiniquim.