O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 17/11/2021
Com o advento da RTCI(Revolução Técnico-Científica e Informacional), iniciada na metade do século vinte, o homem amplia de forma significativa a produção tecnológica, criando redes imateriais que promoveram mudanças consideráveis na sociedade moderna. Contudo, apesar dos benefícios que a Terceira Revolução Industrial proporcionou a humanidade, os impactos negativos da tecnologia na educação brasileira são problemas que persistem na contemporaneidade. Diante disso, algo precisa ser feito para amenizar o impasse, que possui diversas causas, como a desigualdade no âmbito escolar e a interferência da tecnologia no aprendizado.
Nesse sentido, vale ressaltar que as disparidades socioeconômicas nas escolas é um dos fatores que agravam o entrave. Sobre isso, segundo o Índice de Gini, instrumento utilizado para medir o grau de desigualdade dos país, o Brasil está entre às dez nações mais desiguais do mundo. Sob essa ótica, é nítido que as diferenças sociais e econômicas alavancam os empecilhos existentes nas redes de ensino, visto que, estudantes de baixa renda não usufruem dos benefícios oriundos da tecnologia em seus estudos, pois aparelhos eletrônicos e a internet, ainda são recursos destinados aos indivíduos com considerável poder aquisitivo. Sendo assim, é inaceitável que o panorama observado perdure na sociedade brasileira.
Ademais, outro elemento que potencializa os impactos desfavoráveis do desenvolvimento tecnológico no sistema educacional no Brasil, é a interferência dos meios digitais nos estudos. Nesse cenário ,a série “Black Mirror”, retrata um futuro dominado pela tecnologia de ponta, e conta como alguns estudantes desistem do ensino por conta dos aparelhos tecnológicos. Sob esse prisma, o cenário observado na realidade brasileira é semelhante ao visto na obra, pois alguns alunos utilizam de forma compulsória seus celulares e computadores, o que os leva ao vício, seja em jogos digitais ou em redes sociais, e, posteriormente, a desistir ou secundarizar o estudo. Destarte, ações devem ser tomadas para alterar o cenário vigente em território nacional.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar os impactos negativos da tecnologia na educação brasileira. Logo, cabe ao Ministério Público, com o auxílio do MEC(Ministério da Educação), órgão responsável pela manutenção do ensino brasileiro, por meio de reuniões na Assembleia Legislativa, local responsável pela criação de medidas de cunho nacional, destinar verbas públicas para a criação de campanhas publicitárias para instruir os jovens no âmbito tecnológico, e adquirir aparelhos digitais para os alunos carentes. E, por fim, tem-se como dupla finalidade a democratização tecnológica entre os estudantes, e a capacitação dos alunos acerca do uso adequado da tecnologia em seus estudos.