O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 17/11/2021

Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão relevante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser cumprida, pois, de maneira inaceitável, a ausência da tecnologia na educação é gritante, o que afasta a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a negligência estatal, bem como a ausência da inclusão digital são alguns dos precursores da problemática.

Em vista disso, o tratamento pífio do Estado é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Schopenhauer o homem é modelado por 3 ações: compaixão, egoísmo e maldade. Desse modo, é evidente que as desumanidades dos jogos de interesses pessoais levam o homem a agir de forma perversa, a exemplo do déficit tecnológico aplicado na educação no país, o qual se expressa devido a negligência estatal, resultando em retardos educacionais, como a ausência de infraestrutura, o que é um irrespeito descomunal com a comunidade e abranda o desenvolvimento coletivo. Sob essa análise, com base no artigo 205 da Constituição Federal a qual traz o ensino como direito, é imprescindível a inserção da tecnologia na educação, com ajuda de profissionais do campo cibernético.

Ademais, a ausência de inclusão digital é um dos entraves para desconstruir o obstáculo. Nessa perspectiva, o conceito geográfico de Curvas de Nível aborda que quanto maior o espaçamento entre dois locais, menor sua declividade. Contudo, para serem resolvidos os entraves dentro desse contexto, faz-se necessário o distanciamento da exclusão digital, facilitando o acesso tecnológico. Entretanto, há uma lacuna no tangente a inserção na educação, que tem sido negligenciada, a qual se manifesta de forma nociva, e causa efeitos prejudiciais, como a exclusão de jovens do ciberespaço, já que é impossível não se envolver. Com isso, o pensamento do filósofo Platão dialoga com o conceito geográfico de Curvas de Nível, posto que é dever do Estado investir em ações as quais favoreçam a inclusão digital, sendo indispensável a facilitação do caminho para isso.

Logo, cabe ao Ministério de Ciências e Tecnologia - visto que é o responsável por estabelecer ações e diretrizes cibernéticas - promover a ampliação da inclusão digital, por meio de palestras educacionais sobre o campo tecnologico e suas implicações, em colégios públicos e na mídia aberta, como televisão e rádio, mediante o auxílio de professores, pedagogos e profissionais de TI, afim de abrandar a exclusão digital no país. Outrossim, o Estado deve investir em investir em infraestrutura, por intermédio de incentivos fiscais as empresas que investirem em aparato digital. Tais ações promoverão, certamente, uma sociedade mais tecnológica, e que atinge o bem-estar como afirma o filósofo Platão.